Inflação acelera para 3,4% em abril devido à subida dos combustíveis
Antes disso, a economia portuguesa estava a crescer 2,3% no 1.º trimestre
A taxa de inflação acelerou para 3,4% em abril, mais 0,7 pontos percentuais do que no mês anterior, novamente impulsionada pelos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
"Tal como verificado no mês anterior, a aceleração do IPC [Índice de Preços no Consumidor] é maioritariamente explicada pelo aumento do preço dos combustíveis", refletindo a subida do preço do petróleo, refere o INE.
Em abril, a variação do índice referente aos produtos energéticos aumentou para 11,7%, após uma subida de 5,7% em março.
Economia a crescer até Março
A economia portuguesa cresceu 2,3% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado e registou uma variação nula em relação ao último trimestre de 2025, estimou hoje o INE.
Segundo uma primeira estimativa provisória sobre as contas nacionais apresentada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) de janeiro a março em termos homólogos beneficiou de um "contributo positivo da procura interna", com uma aceleração do investimento.
Em relação à dinâmica do comércio externo e ao contributo das exportações para a evolução da economia em termos homólogos, os dados do INE indicam que "a procura externa líquida registou um contributo mais negativo, verificando-se uma aceleração mais pronunciada das importações de bens e serviços que das exportações de bens e serviços".
Em 2025, o PIB cresceu 1,6% em termos homólogos no primeiro trimestre, seguindo-se variações de 1,7% no segundo, 2,2% no terceiro e 1,9% no quarto, antes de se registar o crescimento de 2,3% no período de janeiro a março de 2026.
Quanto à trajetória da economia em cadeia -- do quarto trimestre de 2025 para o primeiro deste ano --, a síntese estatística do INE mostra que o PIB "registou uma variação nula em volume, após um crescimento de 0,9% de outubro a dezembro de 2025.
Na leitura do PIB em cadeia, o contributo da procura externa líquida reflete "uma recuperação das importações de bens e serviços mais significativa que das exportações de bens e serviços", refere o INE.
Em sentido contrário, "o contributo da procura interna passou a positivo, verificando-se uma aceleração expressiva do investimento, enquanto o consumo privado abrandou", indica o instituto estatístico.
Os dados hoje divulgados correspondem a uma estimativa provisória. Os resultados detalhados são públicos em 29 de maio.
A estimativa rápida de hoje inclui "nova informação primária, "incluindo as estatísticas do comércio internacional de bens para o 4.º trimestre de 2025", que "não implicou revisões das taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB, divulgadas na edição das contas nacionais trimestrais por setor institucional de 26 de março de 2026", enquadra o INE.