PCP assinala 1.º de Maio com apelo à luta contra o "pacote laboral"
O Partido Comunista Português (PCP) assinala hoje o Dia Internacional do Trabalhador reafirmando o seu compromisso com os trabalhadores da Região Autónoma da Madeira e apelando à adesão à greve geral convocada pela CGTP-IN para 3 de Julho.
Em comunicado, o partido critica duramente o denominado "pacote laboral" do Governo da República, classificando-o como "uma grave regressão social" que agrava salários baixos, facilita despedimentos e aumenta a precariedade laboral. Para o PCP, as medidas reforçam o poder patronal através de mecanismos como o banco de horas e o alargamento de horários, em detrimento do direito ao descanso e à vida familiar.
O partido destacou a situação particular da Madeira, onde, em 2025, cerca de 17.500 trabalhadores se encontravam em vínculo precário. Em março deste ano, 27,1% dos novos desempregados tinham contratos precários e 34,5% eram jovens até aos 34 anos, com incidência especial nos sectores da hotelaria, restauração e construção civil.
O PCP defendeu a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais, a valorização salarial e o reforço dos serviços públicos, concluindo que "não há neutralidade possível" e que "só com a luta organizada dos trabalhadores será possível travar este pacote laboral".
"O pacote (laboral) é para cair"
USAM inicia apelo à adesão da greve-geral de Junho