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Madeira

PPM-Madeira critica novo pacote laboral em pleno Dia do Trabalhador

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No Dia Internacional do Trabalhador, celebrado esta sexta-feira, 1 de Maio, o PPM-Madeira veio a público, através de comunicado assinado por Paulo Brito, manifestar a sua oposição ao novo pacote laboral do Governo, alertando para o que considera ser um retrocesso nos direitos conquistados após a Revolução de 25 de Abril de 1974.

O partido defende que as alterações propostas afectam sobretudo os trabalhadores mais jovens, dificultando a estabilidade profissional e financeira, e contribuindo para a emigração de mão de obra qualificada, num momento em que Portugal mais precisa dela. Para o PPM-Madeira, manter salários abaixo do custo de vida e aumentar a idade da reforma são medidas "completamente absurdas".

O partido deixa ainda um apelo aos empresários e ao Governo, evocando o exemplo do comendador Rui Nabeiro, fundador da Delta Cafés, citando as suas palavras: "Se eu poderia modernizar o negócio, sim, podia, mas ia despedir muitos trabalhadores e perder mão de obra e prejudicar muitas famílias."

Para o PPM-Madeira, "o progresso laboral só é verdadeiramente rentável quando se traduz em melhores condições laborais e salariais", concluindo que a modernização da economia não pode servir de justificação para reduzir direitos ou enfraquecer vínculos laborais.