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Von der Leyen defende uma Europa eletrificada

Foto RONALD WITTEK/EPA
Foto RONALD WITTEK/EPA

A presidente da Comissão Europeia defendeu hoje, em Estrasburgo (França), a necessidade de eletrificar a Europa, perante a crise energética causada pela guerra no Médio Oriente.

"Este é o momento de eletrificar a Europa", desafiou Ursula von der Leyen, num debate no Parlamento Europeu (PE), adiantando que até ao verão o executivo que lidera irá apresentar um Plano de Ação para a Eletrificação, "com uma meta ambiciosa".

A presidente da Comissão referiu que os 95 mil milhões de euros ainda disponíveis no orçamento da União Europeia (UE) para a energia serão destinados "a fazer a transição para a eletricidade -- não apenas nos transportes, mas também na indústria e no aquecimento", salientando que se trata de segurança económica.

"Em 2022, o gás determinou os nossos preços de eletricidade durante 70% do tempo, hoje, este valor desceu para os 30%, disse também, alertando, por outro lado, para que "a eletricidade ainda representa menos de um quarto do consumo de energia final".

Von der Leyen referiu ainda que as medidas de apoio a cidadãos e empresas "devem ser direcionadas exclusivamente para os agregados familiares e os setores mais vulneráveis -- e evitar aumentar a procura de gás e petróleo", apelando para uma concentração das ajudas "onde é mais importante".

O mais recente conflito no Médio Oriente, no qual o Irão encerrou o Estreito de Ormuz, por onde passa a maior parte do comércio mundial de petróleo, levou a que os preços da energia disparassem.