A criação de um cachalote de 13 metros para embelezar o Museu da Baleia há 37 anos
‘Canal Memória’ ruma até 1989
Há 37 anos estava a ser construída uma réplica de cachalote com 13,5 metros de comprimento, com o intuito de ser colocada no Museu da Baleia, que seria então criado no Caniçal. O animal seria construído à escala.
Os responsáveis por este projecto foram o técnico taxidérmico Miguel Lacerda e ainda Eleutério Reis, conhecedor da família dos cetáceos. Ao diário explicaram que a construção tinha por base uma estrutura de madeira, forrada com rede de capoeira e depois coberta por gesso e barro. Posteriormente seria implementada a fibra de vidro, pintada de cinza e branco, as cores originais do mamífero.
A peça “única no Mundo” tinha de ser criada na perfeição.
Quanto ao Museu, Eleutério Reis garantia que seria “um museu vivo, com uma parte impressionista, que é a relativa à Madeira, complementada com documentos e imagens, desde os primeiros anos de actividade até à fase em que foram introduzidos barcos a motor na safra da baleia”.
O museu contaria com peças doadas por Eleutério Reis, mas também uma baleeira a remos doada pelos Açores, bem como com o espólio de Jacques Solares, um dos coleccionadores europeus.