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Madeira

PS alerta para “prioridades invertidas” e pede autarca mais reivindicativo no Porto Santo

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Líder regional do Partido Socialista (PS), hoje, para a necessidade de o presidente da Câmara Municipal do Porto Santo assumir uma postura mais reivindicativa na defesa dos interesses da população, criticando ainda o que considera serem “prioridades invertidas” do Governo Regional no concelho.

Célia Pessegueiro, que este domingo esteve na "ilha durada" em contacto com a população, participou num convívio com militantes e simpatizantes no âmbito das comemorações dos 52 anos do 25 de Abril e dos 50 anos da Constituição da República.

À entrada para a iniciativa, a dirigente destacou o facto de a Câmara do Porto Santo ter sido a primeira autarquia da Região a ser governada pelo PS, sublinhando o papel de Góis Mendonça no início do percurso autonómico, referindo a sua “capacidade reivindicativa” e a defesa do interesse da ilha.

Segundo a presidente do PS Madeira, citada em comunicado de imprensa, essa postura contrasta com a atuação do atual autarca, apontando críticas transmitidas pela população nos contactos realizados durante a manhã. Célia Pessegueiro referiu, a título de exemplo, intervenções da ARM, defendendo que, apesar da sua necessidade, estas se prolongam no tempo.

“A reacção da Câmara Municipal, nomeadamente do seu presidente, é defender essas entidades, sem mostrar vontade para, junto das mesmas, reivindicar uma rápida intervenção, para que não se continue a prejudicar os negócios e a vida das pessoas”, afirmou.

A socialista assinalou ainda a adjudicação da segunda fase da Unidade Local de Saúde, mas criticou o facto de o Governo Regional “ter sido bem mais célere” a avançar com o concurso para as obras do campo de golfe.

“Não se percebe esta inversão de prioridades. Não se percebe o facto de se estar a canalizar os recursos humanos e as empresas para obras que não são, neste momento, a prioridade para as pessoas”, declarou, acrescentando que a população se sente “revoltada e abandonada pelo Governo e pela autarquia”.

PS do Porto Santo alerta para desafios da democracia e problemas sociais

Também citada no comunicado, a presidente da Concelhia do PS do Porto Santo alertou para os desafios atuais da democracia e para os discursos populistas.

“Falar da democracia aqui no Porto Santo, no meio do Atlântico, não é apenas falar do conceito abstrato de liberdade, é o direito de não sermos esquecidos em virtude da distância que nos separa”, afirmou Nádia Melim.

A dirigente apontou ainda problemas como o aumento do custo de vida, a falta de médicos e as dificuldades nos transportes aéreo e marítimo, defendendo que “viver em democracia no Porto Santo significa que a nossa voz não se perde no mar”.

“Não nos iludamos, a exploração não desapareceu, apenas mudou de forma. As injustiças persistem e o fascismo moderno continua a perseguir-nos com discursos bem ensaiados e promessas fáceis”, acrescentou.

Nádia Melim alertou ainda para o impacto dos discursos populistas, sublinhando que estes “corroem as bases da nossa convivência” e apelou ao diálogo e à rejeição do ódio, defendendo que a democracia “começa a morrer por dentro” quando o outro deixa de ser visto como cidadão legítimo.