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"Não tenho dinheiro para gastar em tinta"

José Manuel Coelho nega autoria das pinturas em Santa Cruz mas considera um acto "nobre"

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Foto DR

Vídeo captado esta noite mostra o ex-deputado junto de uma das paragens de autocarro vandalizadas

Várias paragens de autocarro e paredes no concelho de Santa Cruz foram alvo de actos de vandalismo durante a última noite, com pinturas alusivas ao 25 de Abril, incluindo a frase '25 de Abril sempre', causando danos no espaço público.

A redacção do DIÁRIO recebeu, esta manhã,  um vídeo captado durante a noite, onde é possível ver José Manuel Coelho junto a uma das estruturas vandalizadas. Nesse contexto, o DIÁRIO procurou ouvir o antigo deputado e figura conhecida do panorama político regional que negou qualquer envolvimento na autoria das pinturas.

“Eu estava lá e vi isso, mas não fui eu que pintei, não tenho dinheiro para gastar em tinta”, afirmou. Ainda assim, considerou que a intenção da acção é legítima, considerando que “o objectivo é nobre”, por entender que remete para a importância histórica do 25 de Abril e dos valores democráticos.

Nas declarações prestadas ao DIÁRIO, José Manuel Coelho defendeu ainda a importância da data, sublinhando que muitos dos direitos e cargos políticos actuais resultam da revolução. “Se não fosse o 25 de Abril, essas pessoas não tinham a posição que têm hoje e não viviam bem”, afirmou, reforçando que não é contra este tipo de manifestações, apesar de garantir que não participou.

Ainda durante a manhã de hoje, a Câmara Municipal de Santa Cruz reagiu publicamente aos acontecimentos, condenando os actos de vandalismo. Numa publicação nas redes sociais, a autarquia refere que “foram registados actos de vandalismo em várias paragens de transporte público no concelho, causando danos no espaço público e prejuízo para a população”.

Câmara de Santa Cruz denuncia vandalismo em várias paragens de autocarro

Município repudia inscrições nas paredes alusivas às comemorações do 25 de Abril

Afirma ainda que embora o 25 de Abril represente um marco de liberdade e democracia, “não confere o direito de vandalizar o património público”, apelando ao respeito pelos espaços comuns. Os danos causados estão agora a ser avaliados, não sendo ainda conhecido o valor dos prejuízos.

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