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Carlos III presta homenagem à sua "querida mãe" Elizabeth II que faria hoje 100 anos

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FOTO ARQUIVO/EPA/DEAN LEWINS

O rei Carlos III prestou homenagem à sua "querida mãe", a rainha Isabel II, que faria 100 anos hoje, e disse que se a monarca fosse viva teria ficado "perturbada" com "muitos aspetos" da época atual.

Estas declarações de Carlos III foram divulgadas antes do monarca ter assistido à apresentação de um projeto de memorial em honra de Isabel II.  

A rainha, falecida em setembro de 2022, aos 96 anos, após setenta anos de reinado, "permaneceu constante, firme e totalmente dedicada ao povo que servia", declarou Carlos III numa mensagem em vídeo transmitida hoje e gravada no início de abril no castelo de Balmoral (Escócia).  

"Muitos aspetos da época em que vivemos a teriam, presumo eu, perturbado profundamente", acrescentou o monarca britânico, de 77 anos, sem especificar exatamente a que assuntos se referia.  

"Mas encontro conforto na sua convicção de que o bem triunfará sempre e de que uma aurora mais radiante nunca está longe no horizonte", continuou o filho mais velho da falecida rainha.  

"Como a jovem princesa Isabel tinha dito tão bem durante o seu primeiro discurso público, com apenas 14 anos, podemos todos contribuir para tornar o mundo de amanhã melhor e mais feliz", insistiu Carlos III, acrescentando que partilhava "de todo o coração" esta convicção.

O rei Carlos e a rainha Camilla assistiram durante o dia de hoje, no British Museum, à apresentação pelo arquiteto Norman Foster de uma maquete de um memorial que deve ser erguido no St James's Park, no centro de Londres.

Este memorial deve incluir uma estátua de bronze a representar a rainha, jovem mulher, inspirando-se num retrato dela feito em 1954 pelo pintor italiano Pietro Annigoni.

A estátua, com mais de sete metros de altura com o seu pedestal, ficará à entrada do memorial, perto do Palácio de Buckingham. Uma estátua menor representará o príncipe Filipe, seu marido, com o uniforme da marinha.

O memorial deve incluir também uma série de jardins por todo o parque, bem como uma ponte translúcida inspirada na tiara que Elizabeth usou para seu casamento.

O rei partilhou o seu entusiasmo com o famoso arquiteto britânico, considerando o memorial "fantástico" e a ideia de se inspirar na tiara "maravilhosa".

A sua irmã, a princesa Ana, por sua vez, inaugurou o Jardim Rainha Isabel II noutro parque do centro de Londres, o Regent's Park. Este jardim de 0,8 hectares em memória da rainha deverá abrir ao público na próxima segunda-feira.

Numa claraboia decorada com flores silvestres em ferro fundido, foi adicionada uma representação de corgi, numa alusão aos cães preferidos da rainha.

O príncipe William, herdeiro do trono, e a sua esposa Kate também prestaram homenagem a Isabel II, considerando que a rainha de Inglaterra "inspirou gerações pelo seu empenho ao longo de toda a sua vida" numa mensagem publicada nas redes sociais.

Desde a morte da soberana, em 2022, a família real tem enfrentado uma série de provas, doenças, ruturas familiares e escândalos.

Carlos III está com um cancro cujo diagnóstico anunciou em fevereiro de 2024, e continua a ser tratado. A muito popular princesa Kate também revelou em março de 2024 que sofria de um cancro, e revelou depois a sua remissão, em janeiro de 2025.

O filho mais novo do rei, o príncipe Harry, que em 2020, juntamente com a sua esposa Meghan, renunciou às suas funções reais e se mudou para os Estados Unidos, publicou em 2023 memórias nas quais acertava contas com a sua família.

O que agravou ainda mais a rutura, embora se tenha encontrado brevemente com o pai, em setembro de 2025.

O segundo dos três filhos da rainha, André, foi por sua vez destituído dos títulos reais pelo irmão, o rei, devido às suas ligações com o falecido criminoso sexual americano Jeffrey Epstein. Alvo de uma investigação policial, foi detido e colocado sob custódia durante várias horas em fevereiro, algo nunca antes visto na história moderna da monarquia britânica.