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Saiba o que hoje é notícia

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O Presidente brasileiro, Lula da Silva, chega hoje a Lisboa para reuniões com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com o Presidente da República, António José Seguro, onde serão discutidos temas como imigração, xenofobia e aeronáutica.

Na agenda com Montenegro, no Palácio do São Bento, serão tratados ainda temas de cooperação nas áreas de ciência, de tecnologia e de inovação.

Já na agenda bilateral com Seguro, no Palácio de Belém, Lula da Silva irá tratar sobre segurança internacional e temas de interesse da comunidade brasileira, como a nova lei de nacionalidade portuguesa.

Este será o primeiro encontro entre Lula da Silva e Seguro.

O Chega convocou uma concentração junto ao Palácio de Belém, em protesto contra a visita do chefe de Estado brasileiro, que deve contar com a presença do presidente do partido, André Ventura. Para o mesmo local está agendada uma outra iniciativa, mas de apoio ao Presidente brasileiro, organizada pelo núcleo em Portugal do Partido dos Trabalhadores, de Lula da Silva.

O chefe do Executivo do Brasil será acompanhado por sete ministros, entre os quais o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Hoje, também é notícia:

CULTURA

A nona edição do Festival Internacional de Cinema Porto Femme tem hoje a sessão de abertura, no Batalha Centro de Cinema, com a exibição do filme "Sugar Island", de Johanné Gómez Terrero.

A decorrer até domingo em várias salas da cidade, o festival Porto Femme dá também hoje início à exibição dos filmes das secções competitivas, mantendo as iniciativas paralelas que fizeram a 'contagem decrescente' para os dias-chave do certame.

Com o trabalho como tema central, o festival que nasceu para dar visibilidade às mulheres cineastas conta com 128 obras, de 37 países, entre as quais "Fantasy", de Katarina Resek, "Silent Rebellion", de Marie-Elsa Sgualdo, "The Strike", de Gabrielle Stemmer, "Naima", de Anna Thommen, "Fragmented", de Balolas Carvalho e Tanya Marar, "Eu queria ser tudo", de Luísa Costa Pinto, e "The inhabitants", de Maureen Fazendeiro.

Organizado pela associação XX Element Project, o Festival Porto Femme passa também pela Casa Comum da Universidade do Porto, a Universidade Lusófona, o cinema Passos Manuel, o Maus Hábitos, a Galeria Nuno Centeno e as Galerias MIRA.

ECONOMIA

Os ministros dos Transportes da União Europeia (UE) vão debater hoje, numa videoconferência informal, os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente a pressão sobre o combustível para a aviação.

Numa altura em que se assinalam quase dois meses desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da consequente resposta iraniana, os ministros dos Transportes da União vão discutir consequências como aumento de custos, impacto nas operações devido à subida dos preços da energia, perturbações nas rotas e riscos acrescidos para a logística global.

Portugal estará representado na reunião virtual pelo ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz.

A presidência rotativa do Conselho da União, ocupada este semestre por Chipre, quer assegurar uma forte coordenação da UE para garantir o abastecimento de combustível, preservar a conectividade em todos os modos de transporte e evitar respostas nacionais fragmentadas ou descoordenadas.

INTERNACIONAL

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje no Luxemburgo para discutir a suspensão do acordo de associação com Israel e tentar desbloquear o 20.º pacote de sanções à Rússia.

A reunião terá quatro pontos de agenda: os atuais acontecimentos no Médio Oriente, com uma intervenção do primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, a guerra na Ucrânia, o Cáucaso do Sul e a situação no Sudão.

O Governo português estará representado na reunião pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

Um dos principais temas em discussão é a suspensão do acordo de associação entre a UE e Israel, que tem sido frequentemente contestado desde o início da guerra na Faixa de Gaza, mas que voltou à ordem do dia com a ofensiva israelita no Líbano, a extensão de colonatos na Cisjordânia e a aprovação, no parlamento israelita, da pena de morte para palestinianos condenados por ataques terroristas.

No entanto, para ser aprovada, a suspensão total do acordo requer a unanimidade dos 27 Estados-membros da UE, o que poderá ser difícil de alcançar, visto que nem uma proposta da Comissão Europeia para suspender apenas a vertente comercial do acordo - que exigia apenas a maioria qualificada -, conseguiu avançar desde setembro, devido à oposição de países como a Alemanha, República Checa ou Hungria.

Para além deste tema politicamente mais sensível, os ministros vão também tentar impor sanções a Israel devido à expansão de colonatos na Cisjordânia.

Em relação à Ucrânia, os ministros irão tentar desbloquear o 20.º pacote de sanções à Rússia. Apresentado pela Comissão Europeia em fevereiro, com o intuito de ser aprovado na véspera do quarto aniversário do início da guerra na Ucrânia, o pacote foi vetado pelo executivo húngaro.

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O processo de seleção do próximo secretário-geral da ONU arranca hoje oficialmente, com os candidatos ao cargo a exporem as respetivas visões para a organização perante os 193 Estados-membros e entidades da sociedade civil.

Duas mulheres e dois homens estão na corrida para suceder a António Guterres na liderança da ONU e tornar-se o 10.º secretário-geral da ONU (2027-2031).

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet será a primeira candidata a ser ouvida, hoje de manhã (hora local em Nova Iorque), seguindo-se o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, cuja audição está prevista para o período da tarde.

Na quarta-feira será a vez da ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan e do ex-presidente senegalês Macky Sall.

Este processo de seleção poderá ser histórico caso seja escolhida uma mulher, a primeira vez nos 80 anos de história da ONU.

António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato de cinco anos, que termina no final de 2026.

SOCIEDADE

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a GNR e a PSP iniciam hoje uma campanha de sensibilização dedicada à segurança de peões, ciclistas e utilizadores de trotinetas elétricas.

A campanha "Na estrada, todos somos vulneráveis" vai decorrer entre 21 e 27 de abril, inclui uma componente de fiscalização por parte da PSP e da GNR e incide sobretudo sobre "passadeiras, cruzamentos, ciclovias e zonas de tráfego misto", segundo um comunicado conjunto das três entidades.

Segundo a ANSR, a PSP e a GNR, entre 2022 e 2024, morreram 327 peões e 94 utilizadores de velocípedes em acidentes, a maioria dentro de localidades e em estradas secundárias, tendo ainda sido contabilizados 1.626 feridos graves.