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Congresso do PSD-M Madeira

“Quem precisa do partido para aparecer, nunca estará à altura de o servir”

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Bruno Melim apresenta moção da JSD e defende renovação, autonomia e foco nos jovens

O líder da JSD Madeira, Bruno Melim, apresentou no XX Congresso Regional do PSD/M a moção ‘Geração Autonomia’, defendendo a renovação do partido, o aprofundamento da autonomia e uma agenda política centrada nas novas gerações. O documento foi aprovado por unanimidade, sem inscrições para debate.

Na intervenção, o também deputado na Assembleia Legislativa da Madeira sublinhou o papel histórico da organização juvenil, afirmando que “a JSD afirmou-se, em 50 anos, como a Casa da Autonomia”, contribuindo para a formação de quadros e para o desenvolvimento da Região.

Apontando ao futuro, Melim destacou que a moção assenta em três eixos: um partido mais coeso, o reforço da autonomia e reformas em áreas sectoriais. Defendeu maior solidariedade interna, deixando um recado claro: “o PSD/Madeira deve ser muito mais do que a soma dos seus indivíduos”, criticando atitudes de protagonismo pessoal em momentos políticos exigentes.

No plano autonómico, defendeu alterações estruturais, incluindo uma revisão constitucional que reforce o papel das regiões. “Qualquer aprofundamento da autonomia deve garantir mais competências e menos tutelas”, afirmou, sublinhando a necessidade de maior intervenção regional em áreas como o ensino superior e o mar.

Entre as prioridades da juventude social-democrata, destacou a habitação e a saúde mental. No primeiro caso, defendeu medidas fiscais para regular o mercado de arrendamento e o alargamento da garantia pública de acesso à habitação até aos 40 anos. Já na saúde mental, considerou essencial reforçar o número de psicólogos e adaptar respostas às necessidades dos jovens.

Melim abordou ainda a educação e o uso da tecnologia, defendendo limites ao uso de telemóveis em contexto escolar até ao 2.º ciclo, sublinhando a importância do ambiente escolar como espaço de convivência e desenvolvimento.

Num discurso marcado por apelos à mobilização interna, incentivou o contacto com a base e uma maior presença no terreno, defendendo que o partido deve manter a sua identidade e dinâmica. “Que sejamos o que sempre fomos: a força da Madeira”, afirmou.

A terminar, deixou críticas à valorização do protagonismo individual e apelou à união interna, defendendo que o partido deve manter o foco no serviço público. “Quem precisa do partido para aparecer, nunca estará à altura de o servir”, concluiu.