Partido de María Corina Machado denuncia "perseguição" a ativistas no país
O Comité de Direitos Humanos do partido Vente Venezuela (VV), liderado pela Nobel da Paz María Corina Machado, denunciou hoje a "perseguição" à sua coordenadora do estado de Apure, Nahir Mota, e outros ativistas, durante uma digressão política.
Através de um comunicado, publicado na rede social X, o VV especifica que no passado dia 09 de abril "indivíduos desconhecidos manipularam" uma camioneta na qual se deslocavam Nahir Mota e a sua equipa, "colocando em risco a sua vida".
Na noite desse dia, uma comissão do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin) apresentou-se no hotel onde estavam hospedados, "intimidando os proprietários e exigindo informações sobre os integrantes da equipa" do partido de Machado, adianta na nota.
Além disso, acrescenta o partido de Corina Machado afirma que a "perseguição continuou com múltiplos controlos [inspeções em vias terrestres pela polícia ou pelas forças armadas] e revistas exaustivas destinadas a localizar e deter a dirigente, com o claro propósito de dificultar as suas atividades".
No passado dia 10 de abril, parte da equipa de comunicações, de segurança e da direção de Apure foi "detida e transferida para o comando da Polícia Nacional da zona, onde permaneceram por mais de duas horas antes de serem libertados", refere o Comité.
Na opinião deste órgão do VV, isto evidencia que a "perseguição do regime continua e que na Venezuela continuam a ser violados os direitos políticos e civis fundamentais, incluindo as liberdades de reunião, expressão e participação política, consagradas em tratados internacionais de direitos humanos".
O VV pediu à comunidade internacional e aos seus "aliados democráticos" que "observem, documentem e se pronunciem perante este padrão de intimidação e assédio político".