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Guerra no Irão Mundo

Trump afirma que Teerão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz"

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O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o Irão aceitou "nunca mais fechar o Estreito de Ormuz", após saudar a anúncio da reabertura da rota marítima como "um dia grandioso para o mundo".

Numa série de mensagens na sua rede Truth Social, o Presidente norte-americano comentou que o Estreito de Ormuz "não será mais usado como arma contra o mundo", no seguimento do anúncio do chefe da diplomacia de Teerão, Abbas Araghchi, de permitir a passagem de navios comerciais enquanto vigorar o cessar-fogo de dez dias no conflito entre Israel e o seu aliado libanês Hezbollah.

Segundo o líder da Casa Branca, este é "um dia um grandioso e brilhante para o mundo", embora tenha indicado que o bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos vai prosseguir até que ambos os lados cheguem a um acordo para pôr fim ao conflito, iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica.

Trump defendeu que "este processo deverá ser muito rápido, uma vez que a maioria dos pontos já foi negociada", incluindo Ormuz e o programa iraniano de enriquecimento de urânio, quase uma semana após as negociações entre delegações de Washington e Teerão em Islamabad, que terminaram sem um entendimento e o anúncio do bloqueio norte-americano.

"O Estreito de Ormuz está completamente aberto e pronto para o livre comércio e trânsito, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito em relação ao Irão apenas até que as nossas negociações com o Irão estejam 100% concluídas", observou.

As conversações com Teerão decorrem em paralelo com o cessar-fogo já em vigor, acordado por Líbano e Israel e aceite pelo Hezbollah, sob mediação de Washington, ao fim de 45 dias de confrontos e expansão da ocupação israelita no sul do país vizinho.

Apesar da abertura do Estreito de Ormuz, por onde passavam antes da guerra cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, as embarcações militares "continuam proibidas", segundo a televisão estatal iraniana.

A interrupção da navegação comercial, como retaliação do Irão aos ataques dos Estados Unidos e de Israel, causou incerteza nos mercados, fez disparar o preço do crude e afetou a economia global, além de contribuir para a desestabilização do Médio Oriente, incluindo o recomeço da guerra entre Israel e o Hezbollah.

O Presidente norte-americano voltou também a dirigir-se aos aliados da NATO, recomendando que se mantenham longe de Ormuz, "a não ser que queiram apenas carregar os seus petroleiros" após a reabertura do estreito.

"Agora que a situação no Estreito de Ormuz está resolvida, recebi um telefonema da NATO a perguntar se precisaríamos de ajuda. Disse-lhes para se manterem afastados ", escreveu na sua série de mensagens na Truth Social, insistindo que os parceiros da Aliança Atlântica "foram inúteis quando necessário, um tigre de papel".

Ao mesmo tempo, Trump indicou, sem pormenores, que o Irão "está a remover ou já removeu" todas as minas marítimas colocadas no Estreito de Ormuz durante o conflito.

Noutras mensagens, agradeceu a ajuda da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Qatar, bem como do Paquistão, que está a servir de mediador com Teerão e anunciou um cessar-fogo de duas semanas, em vigor desde 08 de abril, no conflito do Golfo como forma de abrir espaço para negociações de paz.