Nuno Batista ausente esta manhã por "questão de saúde"
Autarca destaca resposta dada pela Protecção Civil municipal e demais entidades
O presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, Nuno Batista, afirmou este sábado, 21 de Março, que o tornado que atingiu a ilha constituiu “um momento inédito” e destacou a resposta coordenada das autoridades e da população, rejeitando críticas da oposição quanto à gestão da situação e à sua ausência.
Vídeos ilustram força do fenómeno meteorológico que atingiu o Porto Santo esta sexta-feira
Multiplicam-se as imagens que ilustram a intensidade do "fenómeno extremo associado a uma célula convectiva", que ontem atingiu o Porto Santo, ao final da tarde, durante cerca de 20 minutos. Nas imagens partilhadas com o DIÁRIO é possível perceber a força do vento.
Em declarações aos jornalistas à chegada ao aeroporto do Porto Santo, o autarca descreveu o episódio como “muito complicado”, sublinhando que a resposta foi imediata. “Poucos minutos depois […] várias equipas que estavam no terreno já a trabalhar”, afirmou, elogiando “a coordenação fantástica por parte da Protecção Civil”.
Segundo o presidente, estiveram envolvidos diversos meios, incluindo a Protecção Civil municipal e regional, bombeiros, Governo Regional, serviços de electricidade, Águas e Resíduos e outras entidades, tendo sido resolvidas no próprio dia todas as ocorrências consideradas prioritárias. Algumas situações, como danos na Escola do 1.º Ciclo com Pré-Escolar do Campo de Baixo, ficaram para depois, mas continuam a ser acompanhadas pelas equipas no terreno.
O autarca referiu ainda que, face ao incidente, “nem foi preciso activar o Plano de Emergência Municipal”, salientando que a coordenação entre as várias entidades foi suficiente para dar resposta às necessidades.
Sobre a sua ausência temporária da ilha, explicou tratar-se de uma questão de saúde inadiável. “É um tratamento que se falhasse hoje, tinha que voltar três meses atrás”, disse, recusando entrar em mais detalhes, mas garantindo que a situação está controlada.
Nuno Batista criticou também declarações da oposição, considerando que estas contribuíram para alarmar indevidamente a população. “Existiram imensas pessoas […] que ficaram alarmadas com este tipo de declarações, que só servem para desestabilizar”, acusou.
"Ontem, percorri muitas ruas do Porto Santo e não encontrei ninguém desses que querem o mal dos outros a tentar ajudar a população ou a colaborar", deu nota, garantindo que as acusações "são pouco importantes".
O autarca assegurou que todas as situações reportadas foram acompanhadas pelas autoridades locais, apontando que “não há uma única situação […] que não esteja acautelada e a tentar ser reparada”, acrescentando que as equipas da autarquia e da Protecção Civil prestaram apoio directo às populações, incluindo na elaboração de relatórios para efeitos de seguros.
Relativamente aos prejuízos, indicou que o Governo Regional está a acompanhar a situação e que houve disponibilidade de entidades públicas e privadas para prestar apoio adicional, caso necessário.
Por fim, destacou o envolvimento da população e das equipas no terreno, referindo que “vieram todos para a rua trabalhar”, e elogiou o trabalho da Protecção Civil local: “Em poucos minutos estavam na rua e tiveram a capacidade de unir, ao contrário de outros que andam sempre à procura de dividir.”