Despesa em investigação e desenvolvimento cai 8,1% na Madeira
Em 2024, a Região investira 30,6 milhões de euros em I&D, menos 2,7 milhões do que no ano anterior. O peso desta despesa no PIB desceu para 0,41%, o valor mais baixo do País, a par dos Açores
A despesa em investigação e desenvolvimento (I&D) na Região Autónoma da Madeira diminuiu 8,1% em 2024, fixando-se em cerca de 30,6 milhões de euros, contra 33,3 milhões no ano anterior. A quebra reflecte-se também no peso do investimento no Produto Interno Bruto (PIB), que recuou de 0,48% para 0,41%.
De acordo com os dados divulgados hoje pela Direcção Regional de Estatística da Madeira (DREM), a Região apresenta, juntamente com os Açores, o valor mais baixo do País neste indicador. A média nacional situou-se em 1,73%, enquanto a Grande Lisboa registou 2,17%, o Centro 2,05% e o Norte 2,02%. O Algarve, também marcado pela preponderância da actividade turística, apresentou 0,44%.
Também os indicadores relativos aos recursos humanos registaram uma evolução negativa. O pessoal afecto a actividades de I&D, medido em equivalente a tempo integral (ETI), representou 4,9 por mil activos, abaixo dos 5,9 por mil observados em 2023. A proporção de investigadores desceu de 0,39% para 0,33%.
Menos 113 pessoas nas unidades de investigação
Em 2024, a Madeira contabilizou 81 unidades de investigação, mais três do que no ano anterior. No entanto, estas estruturas empregavam 656 pessoas em equivalente a tempo integral, menos 113 do que em 2023.
O Estado voltou a ser a principal fonte de financiamento da investigação na Região, assegurando 51,1% da despesa total, num montante de 15,6 milhões de euros. Este valor representa um aumento de 0,4% face ao ano anterior. As empresas foram responsáveis por 44,6% do financiamento, depois de terem assumido a primeira posição em 2023.
Ciências sociais lideram despesa científica
Considerando os sectores do Estado, Ensino Superior e Instituições Privadas sem Fins Lucrativos, as ciências sociais, humanidades e artes concentraram a maior despesa em I&D, com 4,5 milhões de euros, mais 10,1% do que em 2023.
As ciências naturais surgem em segundo lugar, com 4,4 milhões de euros, correspondendo a um crescimento de 23%. Já as ciências exactas registaram uma redução de 21,8%, para 1,9 milhões de euros.