Nuno Borges atribui ao serviço parte do sucesso de hoje frente a Khachanov
O tenista português Nuno Borges atribuiu parte do sucesso de hoje à eficácia do seu serviço frente ao russo Karen Khachanov, após a vitória e o apuramento para os oitavos de final do Masters 1.000 de Paris.
Numa exibição praticamente perfeita, em que não enfrentou qualquer ponto de break, o número um português e 49.º do ranking mundial superou Khachanov (25.º ATP), campeão do torneio em 2018, por 6-3 e 6-4, registando 24 'winners', entre os quais 11 ases.
"Estou muito contente com o meu jogo de hoje. Sim, por acaso reparei que estava a fazer alguns ases. Acho que servi muito bem e que foi uma grande parte do meu sucesso de hoje. Penso que não ter tido tantas dificuldades a servir ajudou-me a colocar pressão no adversário e, daí, ter surgido aquelas oportunidades. Julgo que estive muito bem nesses momentos para conseguir concretizar os breaks", comentou, em declarações à Lusa, frisando estar "muito contente com a vitória."
Repescado para o quadro principal como 'lucky loser', depois de ter cedido na fase de qualificação, o maiato garantiu a primeira vitória sobre Khachanov, após duas derrotas, e somou o 101.º triunfo da carreira em quadros principais no circuito ATP, depois de ter sido o segundo português a chegar à centena, repetindo o feito de João Sousa.
"Já tinha treinado e jogado contra ele várias vezes em torneios do Grand Slam, mas ainda não tinha jogado com ele à melhor de três sets. Se calhar, foi essa a maior diferença. Ele é um jogador extremamente duro à melhor de cinco sets, muito consistente, obriga-me a jogar muitas vezes e acho que, por isso, é também ele a ter sucesso nesses grandes torneios, onde é possivelmente o melhor", explica Borges.
Nuno Borges, de 29 anos, está pela primeira vez nos oitavos de final em Paris e pela sétima em Masters 1.000, procurando a estreia nos quartos de final, tendo para isso de eliminar Ignacio Buse (33.º ATP), no segundo encontro entre ambos, depois de o peruano ter conquistado a vitória na Taça Davis em 2025.
"Estou muito contente com as minhas prestações aqui em Paris, a aproveitar a minha segunda oportunidade, a minha segunda vida, digamos assim, e estou muito orgulhoso. Vou tentar manter as minhas rotinas e defrontar um adversário diferente, é um novo desafio. Acho que ele está a jogar muito bem, teve duas muito boas vitórias aqui em Paris também, portanto amanhã [quinta-feira] vejo o que é que posso ajustar no meu jogo para tentar torná-lo o mais favorável para mim", concluiu o jogador português.