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Madeira

Treze casos de Tuberculose diagnosticados este ano na Madeira

Desde 2020 foram diagnosticados aproximadamente 65 casos na Região

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A Região Autónoma da Madeira registou, desde o início do ano, cerca de 13 casos de tuberculose, incluindo os quatro recentemente identificados no concelho de Câmara de Lobos. Apesar destes diagnósticos, a Autoridade de Saúde Regional garante que a incidência da doença se mantém dentro dos valores habituais.

Em conferência de imprensa, Susana Gonçalves, da Autoridade de Saúde Regional, adiantou que entre 2020 e 2026 foram diagnosticados aproximadamente 65 casos de tuberculose na Região, considerando que os números registados este ano não representam um aumento anormal da doença.

Doentes com tuberculose em Câmara de Lobos já não são infecciosos

Autoridade de Saúde garante que a situação está controlada, mas alerta que podem surgir mais casos

Entretanto, as autoridades de saúde estão a proceder à identificação e avaliação das pessoas que estiveram em contacto com os doentes de Câmara de Lobos, quer em contexto familiar, quer nos meios social e profissional, de forma a determinar quais necessitam de realizar rastreios. Nesse sentido, Susana Gonçalves apelou à colaboração da população, sublinhando a importância da adesão aos exames recomendados.

As autoridades e que as equipas de saúde estã a mobilizar-se para fazer o rastreio, e o que nós esperamos da parte da população é que, quando forem contactados, que adiram a esse mesmo rastreio e respondam positivamente à realização do mesmo, para o bem de todos, para a saúde comum, para a saúde de todos. Susana Gonçalves, Autoridade de Saúde Regional

A tuberculose é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que afecta sobretudo os pulmões, embora possa atingir outros órgãos. A transmissão ocorre através do ar, quando uma pessoa com tuberculose pulmonar contagiosa tosse, fala ou espirra, libertando partículas que podem ser inaladas por outras pessoas.

Segundo Susana Gonçalves, da Autoridade de Saúde Regional, o período de incubação é variável, o que pode dificultar a identificação da origem da infecção. "O período de contagiosidade é mais difícil de definir", explicou.

A responsável adiantou que o rastreio começa com um questionário para identificar eventuais sinais e sintomas, seguindo-se uma radiografia ao tórax. Poderão ainda ser realizados testes específicos, nomeadamente o teste de sensibilidade à tuberculina ou o IGRA, uma análise ao sangue que permite detectar uma resposta imunológica à bactéria. "Estes exames permitem-nos perceber se a pessoa poderá estar infectada e se necessita de acompanhamento ou de tratamento", sublinhou.

Identificados quatro casos de tuberculose no concelho de Câmara de Lobos

 O SESARAM informou, através de comunicado, que foram identificados, hoje, quatro casos de tuberculose numa área residencial, no concelho de Câmara de Lobos.

"Mesmo que algumas pessoas apresentem resultados positivos no rastreio, isso não significa necessariamente que tenham tuberculose-doença. Podem apresentar tuberculose latente, ou seja, estar infectados sem desenvolver a doença", disse, acrescentando que, nessas situações, poderá ser necessário realizar uma terapêutica preventiva, que deve ser rigorosamente cumprida para evitar o desenvolvimento da tuberculose-doença. "Por isso, é essencial que as pessoas identificadas como contactos de risco adiram ao rastreio e, sempre que indicado, cumpram o tratamento".

Quanto à vacinação, Susana Gonçalves explicou que a BCG é particularmente eficaz na prevenção das formas graves da doença, sobretudo nas crianças. "A vacinação contra a tuberculose é mais efectiva para a tuberculose extrapulmonar, nomeadamente para a tuberculose meníngea", referiu, ressalvando que a protecção contra a forma pulmonar é mais limitada. 

"Quando administramos a BCG, o principal objectivo é prevenir as formas graves da doença, sobretudo nas crianças, nomeadamente a tuberculose meníngea", concluiu.