Crescer a partir da Madeira impõe desafios
A distância dos principais centros de decisão e a concorrência de grandes operadores internacionais marcam o percurso do Grupo Sousa, que procura expandir a actividade a partir da Madeira. Luís Miguel de Sousa, fundador, presidente e CEO do grupo, abordou estes desafios depois de a empresa ter vencido a categoria “Consolidado” das 500 Maiores e Melhores Empresas da Madeira.
“Consolidar uma empresa no mercado nacional a partir da Madeira é um desafio maior. Estamos longe da capital, longe do centro de poder”, afirmou. Mas a insularidade também lhe deu conhecimento sobre as necessidades específicas destes áreas geográficas . “Percebemos quais são as dificuldades que as ilhas têm e quais são os anseios das populações insulares”, acrescentou aos jornalistas.
O grupo emprega 1.450 pessoas e opera nos Açores, em Cabo Verde, na Guiné-Bissau e nas Canárias. Luís Miguel de Sousa afirmou que é líder de mercado em Cabo Verde e na Guiné-Bissau. Na actividade marítima, disse, a escala dos maiores operadores internacionais é um desafio: os cinco maiores armadores representam 60% da capacidade de oferta mundial e os sete maiores, 85%.
Para reforçar a presença nos Açores, o Grupo Sousa prevê inaugurar em Fevereiro de 2027 um terminal na ilha Terceira e estender a operação ao Pico e ao Faial.
A integração da cadeia logística é apresentada como uma forma de competir num mercado em que os clientes procuram serviços de ponta a ponta. “O nosso cliente não procura transporte porto a porto, mas transporte fábrica-prateleira”, afirmou.
A empresa pretende ainda continuar a investir na energia eólica e solar e no transporte de gás natural liquefeito. Luís Miguel de Sousa disse que o prémio reconhece o percurso de todos os trabalhadores do grupo: “Somos 1.450 pessoas que contribuem para este caminho”.