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Proteção Civil sensibiliza população para risco sísmico com exercício público

"A Terra Treme" será realizado amanhã às 11h05

Fotos DR
Fotos DR, https://www.aterratreme.pt/

A Proteção Civil desafia a população portuguesa a realizar na quinta-feira um exercício público de sensibilização para o risco sísmico, uma ação que dura um minuto e compreende a realização de três gestos: baixar, proteger e aguardar.

O exercício, denominado "A Terra Treme" (www.aterratreme.pt), vai acontecer às 11:05 de quinta-feira, é organizado anualmente pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em colaboração com diversas entidades públicas e privadas, e visa capacitar a população a saber como agir em caso de sismo.

A ANEPC pretende com esta iniciativa dar a conhecer à população "o que fazer antes, durante e depois de um sismo, nomeadamente conhecer as medidas preventivas e os comportamentos de autoproteção a adotar".

Segundo a Proteção Civil, o exercício compreende "a realização de três gestos simples que podem fazer a diferença a quem os praticar perante a ocorrência de um sismo".

A ANEPC indica que a ação se desenrola durante um minuto, no qual os participantes, a título individual ou coletivo (famílias, escolas, empresas, instituições públicas, privadas ou associativas), são convidados a executar os três gestos de autoproteção: baixar, proteger e aguardar.

O exercício, que se realiza este ano pela 14.ª vez, acontece sempre a 05 de novembro, o Dia Mundial de Sensibilização para os Tsunamis, e quatro dias depois do aniversário do grande terramoto de 1755.

Em declarações à Lusa, o diretor nacional de prevenção e gestão de riscos da ANEPC, Carlos Mendes, afirmou que na edição de 2025 participaram mais de 750.000 pessoas e este ano espera-se que ultrapasse aqueles números.

"O que nós queremos, ano após ano, é sempre ampliar o número de pessoas que praticam estes três gestos essenciais para fazer em caso de um sismo, nomeadamente o baixar, para evitar que a onda sísmica nos possa atirar ao chão e lesionar, o proteger, nomeadamente as partes sensíveis do corpo e se possível debaixo de uma superfície dura como uma mesa, e aguardar", afirmou.

Carlos Mendes acrescentou que se deve aguardar um minuto, considerado como tempo médio para a duração de um sismo.

"Durante esse minuto as pessoas estão a exercitar estes comportamentos e assim a treinar ações que podem fazer a diferença", disse, frisando que os sismos de grande dimensão em Portugal manifestam-se "muito espaçadamente no tempo e isso faz com que não haja uma memória coletiva presente do que é um sismo e dos impactos que podem trazer".

Como exemplo, referiu que o risco de incêndio florestal está muito mais presente na memória coletiva dos cidadãos, destacando a importância todos os anos deste exercício para recordar o risco sísmico e para interiorizar os comportamentos de autoproteção.

"Como os eventos se repetem muito espaçadamente, é importante todos os anos trazer para a agenda pública que, de facto, Portugal é um país que está numa zona de elevada vulnerabilidade", disse ainda.

Em todo o país, os Comandos Regionais e Sub-regionais de Emergência e Proteção Civil da ANEPC, em parceria com comunidades educativas, serviços municipais de proteção civil, corpos de bombeiros e outros agentes de proteção civil, vão desenvolver ações de sensibilização sobre o risco sísmico.

O evento principal desta 14.ª edição volta a realizar-se junto de uma escola, designadamente na Escola Secundária Sebastião da Gama, em Setúbal.