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Madeira

Francisco Franco não exclui alunos com notas fracas

Quase 30% dos estudantes recebem prémios de mérito; António Pires quer limitar população escolar a 1.900 alunos

Foto OD
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A Escola Secundária Francisco Franco não selecciona alunos pelas classificações e acolhe estudantes com diferentes capacidades, garantindo que o acesso depende da área de residência. A posição foi reafirmada por António Pires, presidente do Conselho Executivo, à margem da cerimónia do Dia da Escola, que distinguiu 550 alunos, quase 30% da população escolar, pelo mérito académico.

"O critério de entrada é a área de residência", esclareceu o responsável, rejeitando a ideia de que a escola exclui estudantes com notas mais baixas. Defende, por isso, uma formação que combine resultados académicos com valores humanos e cidadania activa, sem que os alunos fiquem obcecados com as classificações.

Os prémios de mérito, uma tradição iniciada em 2014, distinguem alunos com médias entre 17 e 20 valores. Este ano, sete estudantes alcançaram a classificação máxima de 20 valores.

António Pires destacou ainda os resultados escolares, com cerca de 50% das provas realizadas a obterem classificações entre 14 e 20 valores. No ano lectivo anterior, cerca de 1.100 alunos participaram em actividades extracurriculares e, entre 435 concorrentes a concursos e Olimpíadas, 102 foram premiados, 34 dos quais conquistaram o primeiro lugar.

A elevada procura leva, contudo, a direcção a procurar conter o crescimento da escola. "O nosso objectivo é manter-nos abaixo dos 1.900 alunos, idealmente nos 1.800", afirmou, apontando as dificuldades de organização de horários e de funcionamento associadas a uma população escolar que já ultrapassou os 2.000 estudantes.

A cerimónia comemorativa do Dia da Escola conta com a presença do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, e incluiu também o reconhecimento do trabalho de professores e funcionários e a homenagem a profissionais aposentados.