Francisco Gomes considera que OE2027 é "uma fraude política"
O deputado Francisco Gomes, eleito à Assembleia da República pelo Chega, considera que "o Orçamento do Estado para 2027 é uma fraude política, uma oportunidade histórica desperdiçada e mais uma traição aos interesses da Madeira". O parlamentar denuncia que, "por detrás da habitual encenação contabilística e da propaganda governamental do PSD, encontramos um documento desprovido de ambição, incapaz de enfrentar os problemas estruturais do país e particularmente ofensivo para uma Região Autónoma que continua a ser tratada como território de segunda categoria".
Em causa, de acordo com Francisco Gomes, está um vazio relativo à Madeira, nomeadamente no que diz respeito à concretização do novo Modelo de Continuidade Territorial, "já aprovado pela Assembleia da República, que permitiria aos madeirenses pagar apenas o valor fixo das passagens, sem adiantamentos exorbitantes". Também quando à ligação ferry não há qualquer indicação. "Nenhuma resposta séria para a agricultura e as pescas, sectores progressivamente asfixiados por dificuldades que empurram agricultores e pescadores para a miséria. O governo do PSD limita-se a assistir à destruição de actividades essenciais à nossa economia e identidade regional", atira.
No que diz respeito à segurança, "a irresponsabilidade é igualmente gritante. Não há reforço adequado do contingente da PSP, nem garantias de transferência para a Madeira dos profissionais da PSP, GNR e Guarda Prisional que aguardam colocação na Região".
O Chega considera ainda que "não existem respostas satisfatórias para a degradação das esquadras policiais, dos tribunais e do estabelecimento prisional. O Estado exige, cobra e promete, mas continua a abandonar as suas responsabilidades fundamentais para com os madeirenses".
"No plano nacional, o cenário não é menos inquietante. O Orçamento antecipa um agravamento brutal do custo de vida, sem qualquer alívio fiscal verdadeiramente significativo para quem trabalha e sustenta o país. A pobreza e as desigualdades persistem, enquanto o governo do PSD insiste numa política tributária que penaliza o esforço, sufoca os rendimentos e compromete a prosperidade das famílias", afirma Francisco Gomes.
O deputado do Chega considera que, "mais grave ainda, toda esta construção orçamental assenta numa credibilidade financeira profundamente questionável, perante as sucessivas reservas do Tribunal de Contas às contas públicas e uma previsão de crescimento de 2,1%, manifestamente optimista face às estimativas de referência, situadas entre 1,6% e 1,8%".
"Este não é um Orçamento de desenvolvimento. É um exercício de ilusionismo político, destinado a perpetuar a mediocridade governativa", termina.