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Madeira

Abertura da caça decorreu com normalidade na Madeira e no Porto Santo

FOTO DR
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O primeiro dia da época de caça na Região Autónoma da Madeira decorreu dentro da normalidade e sem registo de acidentes ou contraordenações, num início de actividade marcado por uma maior concentração de caçadores no Porto Santo, onde a evolução das populações das duas principais espécies venatórias, a perdiz-vermelha e o coelho-bravo, tem contribuído para criar condições favoráveis à atividade cinegética.

De acordo com o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), o Corpo de Polícia Florestal, a quem compete a fiscalização do acto venatório, acompanhou a abertura da época e fiscalizou 102 caçadores. Não foram detectadas infracções durante as acções de fiscalização realizadas neste primeiro dia, nem houve registo de acidentes relacionados com a actividade venatória.

O Porto Santo foi a ilha onde se verificou a maior concentração de caçadores, situação que o IFCN enquadra na evolução positiva das populações de perdiz-vermelha e coelho-bravo, duas das principais espécies cinegéticas da Madeira. Na ilha da Madeira, a maior afluência foi registada na freguesia da Quinta Grande, no concelho de Câmara de Lobos, tendo também o Paul da Serra registado uma presença significativa de caçadores.

Cerca de 800 licenças emitidas

O número de licenças de caça emitidas pelo IFCN ascendia, até ao dia 2 de Outubro, a aproximadamente 800, refletindo a adesão dos caçadores à nova época venatória na Região Autónoma da Madeira.

Para o Governo Regional, através do IFCN, a gestão da actividade cinegética passa não apenas pela fiscalização do cumprimento das regras, mas também pelo acompanhamento das populações das espécies venatórias e pela adopção de medidas destinadas a garantir a sua manutenção e reforço.

É nesse âmbito que o IFCN mantém estruturas próprias de reprodução de espécies cinegéticas nas duas ilhas.

Na Madeira e no Porto Santo existe um centro de reprodução de coelho-bravo, destinado a apoiar a gestão desta espécie e a permitir, sempre que necessário, a realização de repovoamentos em zonas florestais. A medida permite reforçar as populações e contribuir para uma gestão mais equilibrada dos recursos cinegéticos existentes na Região.

A perdiz-vermelha é igualmente abrangida por uma estratégia de reprodução e repovoamento. O IFCN dispõe de um centro de reprodução desta espécie, com o objectivo de reforçar as principais zonas cinegéticas da ilha da Madeira.

Segundo o Instituto, estas acções de reprodução e repovoamento integram uma abordagem de gestão que procura acompanhar a evolução das espécies e intervir sempre que necessário, conciliando a actividade cinegética com a conservação dos recursos naturais.

Fiscalização acompanha a abertura da época

A presença do Corpo de Polícia Florestal no terreno assumiu particular importância neste primeiro dia de caça, permitindo acompanhar o cumprimento das regras aplicáveis à actividade venatória e reforçar a segurança durante a abertura da época.

A fiscalização incidiu sobre 102 caçadores e terminou sem a identificação de qualquer contraordenação. Também não foram registados acidentes, num balanço que o IFCN considera positivo para o arranque da época.

A ausência de ocorrências no primeiro dia junta-se, assim, à evolução favorável das populações das principais espécies venatórias e ao trabalho desenvolvido pelo Instituto na reprodução e no repovoamento, quer na Madeira quer no Porto Santo.

A estratégia seguida pelo IFCN permite, desta forma, articular a actividade dos caçadores com a gestão dos recursos cinegéticos, através de acompanhamento das populações, reprodução em cativeiro, repovoamentos quando necessários e fiscalização no terreno.

Próximo dia de caça é na quinta-feira

A actividade cinegética prossegue na próxima quinta-feira, dia 8 de outubro, dando continuidade ao calendário definido para a época de caça na Região Autónoma da Madeira.

O balanço do primeiro dia fica marcado pela participação de centenas de caçadores, pela maior afluência registada no Porto Santo, pela presença de caçadores em zonas como a Quinta Grande e o Paul da Serra e, sobretudo, por um início de época sem acidentes e sem contraordenações.

Para o IFCN, a evolução das populações de coelho-bravo e perdiz-vermelha, associada ao trabalho de reprodução, repovoamento e fiscalização desenvolvido pelo Instituto e pelo Corpo de Polícia Florestal, constitui um dos pilares da gestão da atividade cinegética na Região.