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Madeira

Funchal perde um terço das casas à venda e Madeira regista quebra de 23%

É a maior quebra por capitais portuguesas e também por região

Foto Depositphotos
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A oferta de casas para venda no Funchal caiu 33% no 3.º trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano passado, enquanto a ilha da Madeira registou uma redução de 23%, as maiores quebras entre as capitais de distrito e regiões autónomas e os territórios insulares e distritais analisados, respectivamente pelos dados do idealista, divulgados esta quinta-feira.

A nível nacional, o stock de habitação disponível para venda recuou 4% entre Julho e Setembro, na comparação homóloga, prolongando uma tendência de redução que já dura há sete trimestres consecutivos. A última subida tinha sido registada no 3.º trimestre de 2024, quando a oferta aumentou 2,5%.

Funchal com a maior quebra entre as cidades

Nas 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, a oferta de casas à venda diminuiu em 10 cidades. Depois do Funchal, que registou uma quebra de 33%, surgem o Porto, com uma redução de 21%, e Viana do Castelo, com menos 17%.

Castelo Branco e Faro registaram ambas descidas de 15%, seguindo-se Portalegre (-9%), Aveiro (-4%), Lisboa e Leiria (-3% cada) e Santarém (-1%).

Em sentido contrário, Vila Real apresentou o maior crescimento da oferta, com 34%, seguida da Guarda (25%) e de Bragança (18%). Évora aumentou 13%, Beja 12%, Ponta Delgada 9%, Coimbra 8% e Viseu também 8%. Braga e Setúbal mantiveram-se estáveis.

Madeira entre as regiões com maior redução

Na análise por distritos e ilhas, a Madeira registou uma diminuição de 23% na oferta de habitação disponível para venda, a maior quebra entre os 20 territórios considerados. Seguiram-se o Porto (-11%) e Aveiro (-10%). Bragança, Faro e Portalegre apresentaram reduções de 9% cada.

A oferta também diminuiu em Leiria e Beja (-6% em ambos os casos), Castelo Branco (-5%) e Coimbra (-1%).

Por outro lado, a Guarda registou o maior aumento, de 17%, seguida da ilha de São Miguel, com 16%, e de Vila Real, com 13%. Viseu cresceu 9%, Viana do Castelo e Santarém 5% cada, enquanto Setúbal e Braga aumentaram 2%. Lisboa registou uma subida de 1% e Évora manteve-se estável.

Os dados do idealista mostram, assim, uma redução da oferta disponível para venda tanto no Funchal como no conjunto da ilha da Madeira, num trimestre em que o mercado nacional voltou a apresentar menos casas anunciadas do que no período homólogo.