ADN exige avaliação dos apoios às famílias após perda de 817 alunos na Madeira
O ADN Madeira exige que o Governo Regional apresente resultados concretos dos programas de apoio à natalidade, habitação e infância, depois de a Região ter perdido 817 alunos no ano lectivo de 2025/2026, atingindo o número mais baixo de matrículas no ensino não superior desde 1999/2000.
Em comunicado, Mara Faria considera que os indicadores demográficos, nomeadamente os 1.745 nascimentos registados em 2025 e a média de 1,16 filhos por mulher, justificam uma avaliação da eficácia das políticas públicas de apoio às famílias, conforme dá conta o partido em comunicado.
"Não basta anunciar apoios e contabilizar beneficiários. É necessário saber quantas famílias precisam de ajuda, quantas conseguem recebê-la e quantas ficam pelo caminho por causa de regras, custos ou dificuldades de acesso", defende.
O partido aponta como exemplo o PRAHABITAR, que, entre 2021 e 2025, apoiou cerca de 960 famílias no arrendamento, mas apenas 56 na aquisição de habitação, questionando os resultados das alterações introduzidas no programa em Fevereiro deste ano.
Neste sentido, o ADN propõe que, antes da aprovação do Orçamento Regional para 2027, seja apresentado um balanço público dos apoios existentes, incluindo candidaturas, recusas, motivos de exclusão e tempos de resposta, defendendo ainda o reforço das respostas de creche e a revisão dos critérios de acesso aos programas de habitação.