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Madeira

JPP afirma que o Funchal necessita de "casas acessíveis" para os jovens

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A Juventude do Juntos pelo Povo (JJPP) considerou esta quarta-feira que o Plano de Pormenor de Reabilitação Urbana do Carmo, aprovado recentemente em reunião da Câmara Municipal do Funchal, “é um testemunho vivo do que são as reais prioridades para a maioria PSD/CDS”.

Nuno Freitas, membro da Comissão Política da JJPP, faz uma abordagem incisiva da decisão tomada pelo município: “Numa zona onde apenas 16% das frações são para habitação, este Plano, da responsabilidade do executivo PSD/CDS, era uma ferramenta vital para fomentar o aumento da oferta habitacional no centro histórico do Funchal. No entanto, esta maioria faz precisamente o contrário, abrindo portas à entrada de grupos hoteleiros, diminuindo assim as áreas para a construção de habitação acessível”, afirma.

No seu entender, a capital madeirense não necessita de mais hotéis, mas sim "de casas acessíveis aos jovens". 

O jovem dirigente prossegue: “Numa rápida pesquisa, encontrámos um T1, com 70 m², com uma renda de 1.350 €/mês. Isto é mais do que o ordenado bruto de um licenciado e porventura de um jovem com curso profissional e alguns anos de profissão. Com estas rendas e estes salários, os jovens têm de permanecer em casa dos pais até tarde. E perante estas dificuldades, o executivo autárquico, em vez de usar as ferramentas que possui para aumentar a oferta de habitação e fazer baixar o preço das rendas, prefere potenciar negócios no ramo da hotelaria e afastar os jovens da cidade”, aponta.

Em nota enviada é referido que este é um exemplo que vai além das câmaras municipais PSD/CDS e que se estende ao Governo Regional: “Estamos a ouvir constantemente o secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, a engrandecer os recordes turísticos da Madeira. Há uma profunda crise na habitação e uma pressão turística que tem contribuído para agravar o preço das casas e das rendas, e na presença destes problemas, temos um governante que só vê benesses nos números do turismo e uma câmara alinhada com um governo da mesma cor política que se lembra de aprovar um plano para construir mais hotéis. Isto é uma inversão total das necessidades. Os jovens não precisam de mais turismo, precisam de mais habitação e de mais empregos bem remunerados, pois não são com estes salários que conseguirão pagar rendas destes valores.”