Detidos na Alemanha dois turcos suspeitos de incêndio em estação na Polónia
A Alemanha deteve dois cidadãos turcos suspeitos de terem incendiado uma estação Starlink na Polónia, anunciou hoje o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, descrevendo o incêndio no final de setembro como um ato de "guerra híbrida".
"Em nome dos serviços polacos, a polícia alemã prendeu dois cidadãos turcos suspeitos de terem incendiado uma estação Starlink na Masóvia (centro-leste)", escreveu Tusk na rede X, acrescentando que "este é um novo ato de guerra híbrida".
Os dois suspeitos "irão responder perante os tribunais polacos", acrescentou.
A estação, que pertence à empresa estatal de telecomunicações Exatel, é utilizada para encaminhar o tráfego de internet por toda a Polónia, incluindo para a Ucrânia, segundo o ministro dos Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski.
Também é utilizado por sistemas da SpaceX que fornecem conectividade através de terminais Starlink.
O ataque ocorreu durante a noite, em 24 de setembro, e a estação manteve-se operacional mesmo após o incêndio.
No dia seguinte, Gawkowski disse à emissora pública TVP Info que "este ato de sabotagem tinha como objetivo deliberadamente pôr a estação fora de serviço (...) interrompendo assim o acesso à Internet para várias instituições, incluindo o exército ucraniano".
A Polónia, um Estado-membro da NATO e da União Europeia no flanco oriental dos dois blocos, acusou a Rússia de "sabotagem" em várias ocasiões desde a invasão em larga escala da Ucrânia por Moscovo em 2022.
A Polónia tornou-se o principal centro de ajuda militar e humanitária ocidental a Kiev.
No mês passado, Tusk alertou que os planos da Rússia para a guerra contra a Ucrânia incluíam ataques "híbridos" com drones e mísseis contra os aliados de Kiev.