Miguel Pinto Luz diz que Governo está convicto do caminho que está a trilhar
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, afirmou hoje que o Governo está absolutamente convicto do caminho que está a trilhar, reagindo às declarações do ex-primeiro-ministro Passos Coelho, que admitiu ponderar um regresso à vida política.
"O Governo está absolutamente convicto do caminho que está a trilhar. É o caminho que os portugueses nos convidaram a fazer", disse Miguel Pinto Luz.
O governante falava aos jornalistas em Aveiro, à margem da cerimónia de arranque da obra do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade Porto -- Oiã.
Questionado pelos jornalistas sobre as declarações de Passos Coelho, que admitiu ponderar um regresso à vida política se o PSD "não for bem-sucedido", Pinto Luz referiu que o atual primeiro-ministro não pode trilhar um [caminho] diferente daquele que foi o mandato que lhe foi conferido pelos portugueses.
O ministro das Infraestruturas e da Habitação, que também fez parte do Governo de Passos Coelho, recusou ainda que as palavras do antigo primeiro-ministro sejam uma forma de pressão para haver um entendimento à direita.
"Não há pressão nenhuma, não há, de forma alguma, algum inconformismo, pouco conforto, à volta das palavras de Passos Coelho", afirmou.
Disse ainda ser natural haver divergências entre o antigo e o atual primeiro-ministro, adiantando que seria quase um ato de insensatez não ouvir alguém que foi primeiro-ministro de Portugal, num momento tão difícil da vida do país.
"Há momentos em que discordamos. É saudável. Agora, nós temos que respeitar alguém que foi primeiro-ministro, tem uma opinião, e ainda bem que a imite num espaço público para haver debate", afirmou.
O antigo primeiro-ministro Passos Coelho admitiu hoje ponderar um regresso à vida política se o PSD "não for bem-sucedido" na governação, insistindo que o partido "tinha obrigação" de explorar um acordo de legislatura com Chega e IL.
"Se eu tivesse de equacionar um regresso à política ativa, tinha de corresponder à ideia de que eu tinha a obrigação e a possibilidade de fazer alguma coisa de diferente que não está a ser feito", afirmou Pedro Passos Coelho em entrevista à SIC-Notícias, conduzida por Maria João Avillez.
O antigo primeiro-ministro disse ainda ter a expectativa de que o PSD possa vir a ser "bem-sucedido" na governação e que possa sair do que classificou como "armadilha política imensa" de fazer acordos ora com o PS ora com o Chega, considerando que tal impede o executivo de fazer reformas mais profundas.