ADN questiona impacto dos 64 meses de crescimento na vida das famílias
O ADN Madeira questiona o impacto dos 64 meses consecutivos de crescimento económico anunciados pelo Governo Regional, contrapondo a essa evolução indicadores como a inflação, a perda de poder de compra dos salários e o aumento das rendas.
Num comunicado assinado por Otilia Sousa, o partido destaca que, em Agosto, a taxa de variação média dos últimos 12 meses do Índice de Preços no Consumidor (IPC) atingiu 3,7% na Madeira, acima dos 2,7% registados no conjunto do País. Os dados da DREM confirmam a taxa regional de 3,7%, enquanto a inflação homóloga se fixou em 4,1%.
O ADN aponta ainda para a remuneração bruta média mensal por trabalhador, que no 2.º trimestre aumentou 4,2% em termos nominais, para 1.748 euros, mas recuou 0,3% em termos reais, segundo a DREM.
Na habitação, o partido destaca o aumento de 17,4% da renda mediana dos novos contratos no 2.º trimestre, para 12,78 euros por metro quadrado. A DREM confirma que este crescimento ocorreu em termos homólogos.
Para o ADN, estes indicadores demonstram que o crescimento económico não se traduz automaticamente numa melhoria das condições de vida das famílias. O partido considera que a evolução da inflação, dos salários e das rendas deve ser tida em conta na avaliação das políticas económicas regionais.
O partido critica também a explicação apresentada pelo presidente do Governo Regional para a inflação superior à nacional, relacionada com o peso do turismo e dos serviços na economia madeirense, defendendo que devem ser avaliadas as medidas adoptadas para transformar o crescimento económico em maior poder de compra.
"O crescimento é importante. Mas não é um fim em si mesmo. O Governo contou 64 meses de crescimento, mas agora tem de contar quantos madeirenses conseguem viver melhor com ele", afirma Otilia Sousa, defendendo uma revisão das políticas regionais nas áreas da habitação, mobilidade, energia, combustíveis, fiscalidade e apoio ao rendimento.
O Governo Regional anunciou, em Setembro, os 64 meses consecutivos de crescimento económico, associando esse desempenho a uma evolução positiva da economia regional.