Papa vai ser operado para retirar nódulo no pulmão
Leão XIV anunciou que a cirurgia está marcada para os próximos dias
O Papa Leão XIV vai ser submetido a uma cirurgia, nos próximos dias, para retirar um nódulo no pulmão, detectado durante exames médicos e identificado numa fase muito inicial, anunciou este domingo, 11 de Outubro. A informação foi avançada pela Agência Ecclesia, que noticiou as declarações do pontífice, enquanto a Vatican News divulgou o vídeo do anúncio:
“Caríssimos, recentemente, durante alguns exames, os médicos detectaram-me um nódulo circunscrito no pulmão; foi identificado numa fase muito inicial e está localizado”, afirmou o Papa, de 71 anos, no final da recitação do Ângelus, a partir da janela do apartamento pontifício, no Vaticano.
Leão XIV explicou que os médicos “consideram oportuno intervir” e que decidiu avançar com a operação, seguindo as recomendações clínicas.
“Por isso, seguindo os seus conselhos, decidi submeter-me a uma cirurgia para o remover. A cirurgia já está marcada para os próximos dias. Agradeço-vos pela vossa proximidade espiritual e confio nas vossas orações”, acrescentou, perante milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Em declarações aos jornalistas, o director da sala de imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, confirmou, segundo a Agência Ecclesia, que a intervenção está prevista para os primeiros dias desta semana e que o período de recuperação pós-operatória deverá ser de cerca de uma semana.
A agenda pontifícia previa, a 14 de Outubro, uma missa com os presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo, para encerrar um encontro dedicado à aplicação da exortação Amoris Laetitia, publicada em 2016 pelo antecessor de Leão XIV, o Papa Francisco.
Durante a intervenção deste domingo, o pontífice saudou também um grupo de imigrantes peruanos em Roma e agradeceu as orações pela visita pastoral que prevê realizar no Peru, em Novembro.
Robert Francis Prevost, primeiro Papa norte-americano, foi eleito a 8 de Maio de 2025, após dois dias de conclave, sucedendo a Francisco. Antes da eleição, foi prefeito do Dicastério para os Bispos, missionário e arcebispo no Peru, tendo também exercido funções como superior-geral da Ordem de Santo Agostinho.