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Madeira

Madeirenses são dos mais satisfeitos com a vida

Foto Depositphotos
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Os madeirenses estão entre os residentes mais satisfeitos com a vida em Portugal, revela o Inquérito Nacional de Saúde de 2025, divulgado hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Na Região Autónoma da Madeira, 78,8% da população com 15 ou mais anos avalia-se como bastante satisfeita, satisfeita ou razoavelmente satisfeita com a vida, valor acima da média nacional (77,0%) e superado apenas pela região Centro (80,4%) e acima de todas as outras, inclusive a do Oeste e Vale do Tejo (78,2%), numa diferença mínima. No extremo oposto surgem a Península de Setúbal (73,2%) e os Açores (73,6%).

A nível nacional, a satisfação com a vida é maior entre os homens (79,3%) do que entre as mulheres (75,0%), e diminui com a idade: 85,8% dos jovens entre os 15 e os 24 anos declaram-se satisfeitos, contra 70,9% entre os maiores de 65 anos. A escolaridade e a situação perante o trabalho também pesam: 84,9% das pessoas com ensino superior e 81,9% dos empregados estão satisfeitos, proporções que descem para 55,4% entre quem não tem qualquer nível de escolaridade e para 65,9% entre os desempregados.

O inquérito avaliou ainda a literacia em saúde mental. Na Madeira, 74,3% dos residentes consideram fácil ou muito fácil saber mais sobre atividades boas para o bem-estar mental, valor próximo, mas ainda inferior, à média do país (75,4%). Já 61,4% afirmam ser fácil encontrar informação para lidar com problemas de saúde mental, igualmente ligeiramente abaixo do total nacional (62,5%). Também aqui a escolaridade faz diferença: entre quem tem ensino superior, 88,7% consideram fácil informar-se sobre bem-estar mental e 74,6% encontrar informação para lidar com problemas, valores que descem para 66,3% e 53,5% entre quem tem apenas o ensino básico.

O INE sublinha que a leitura comparada com as edições anteriores (2014 e 2019) deve ter em conta as diferenças metodológicas introduzidas nas estimativas da população residente em 2021, bem como a influência da demografia nas estatísticas da saúde.