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Madeira

IA já está na escola, ignorá-la não é opção

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Livro de Jorge Rio Cardoso apresentado no Funchal

A Inteligência Artificial (IA) já faz parte do quotidiano escolar e deve ser encarada como uma ferramenta ao serviço da aprendizagem, sem substituir a dimensão humana do ensino. Esta foi a principal mensagem da sessão de apresentação do livro Mais IA, Melhor Educação, da autoria de Jorge Rio Cardoso, que decorreu na Escola Secundária Francisco Franco, no Funchal.

Na sua intervenção, o autor sublinhou que a obra pretende ajudar alunos, professores e pais a compreenderem de que forma a IA pode contribuir para uma educação mais personalizada, motivadora e eficaz. “Ignorar a IA é como tentar parar o vento com as mãos. Se não tomarmos medidas, vamos criar desigualdades entre quem domina estas ferramentas e quem fica para trás”, alertou.

Jorge Rio Cardoso destacou exemplos práticos da aplicação da IA no ensino, desde o apoio à síntese de conteúdos e avaliação de aprendizagens até à facilitação do trabalho dos docentes na correcção de testes e trabalhos. Ainda assim, defendeu a necessidade de cautela ética, alertando para o risco de acomodação dos alunos. “O ensino terá de apostar mais no pensamento crítico, na criatividade e na imaginação, áreas onde a IA não substitui o ser humano”, afirmou.

Presente na sessão, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, enalteceu a actualidade e a coragem da obra, sublinhando que nenhuma tecnologia criada pelo homem foi alguma vez travada. “A IA não é boa nem má. Tudo depende da forma como a utilizamos. Cabe-nos enfrentar o futuro com uma atitude proactiva, sem medo”, afirmou.

Miguel Albuquerque considerou que a IA e a biotecnologia são duas das grandes tecnologias que estão a transformar rapidamente a forma como se vive, trabalha e governa, defendendo que a escola tem de preparar as novas gerações para esse contexto. O governante destacou os investimentos da Região em robótica, salas do futuro e projectos-piloto de IA no ensino, reforçando que a educação deve antecipar as mudanças e não ser arrastada por elas.

A sessão terminou com um apelo comum à humanização do ensino e à integração responsável da IA nas escolas, como instrumento de apoio à aprendizagem e não como substituto da relação pedagógica.