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Madeira

JPP quer ver reconhecido mérito académico de José Eduardo Franco

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O Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo submete à Assembleia Legislativa Regional (ALRAM) um Voto de Congratulação ao historiador e investigador madeirense José Eduardo Franco, distinguido recentemente pelo Conselho de Administração da Universidade de Paris Pantheón-Assas com as insígnias de Doutor Honoris Causa.

"Esta alta distinção premeia um percurso académico excecional pautado por projectos, coordenação de equipas e trabalho científico com mais de cinco mil investigadores de todo o mundo nas mais distintas áreas. Representa também o reconhecimento internacional dos seus pares e assinala a qualidade e o mérito do trabalho desenvolvido pelo investigador madeirense, natural do concelho de Machico", indica nota à imprensa. 

E prossegue: "José Eduardo Franco, historiador e ensaísta, é Investigador – Coordenador e Director dos Centros de Estudos Globais da Universidade Aberta, sendo ainda titular da Cátreda UNESCO/CIPSH (Comité Internacional das Ciências Históricas) para Estudos Globais e Membro da Academia Portuguesa da História. O historiador é doutorado em 'História e Civilizações' pela École des hautes études en sciences sociales (EHESS) em Paris e em Cultura pela Universidade de Aveiro, sendo mestre em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da mesma universidade". 

"Na fundamentação publicada pela Universidade Aberta para a atribuição do de tão distinto grau académico ao historiador, constam os relevantes serviços prestados à cultura, à ciência e à universidade em Portugal e no âmbito da criação de instituições científicas, redes académicas e projectos de investigação em articulação com universidades europeias e de outros continentes", acrescenta.

O deputado do JPP Luís Martins, também ele natural de Machico e próximo do historiador, considera que “num tempo em que o efémero tende a prevalecer, o papel do historiador é o de um olhar profundo e documentado sobre aquilo que fomos, para melhor projectarmos o nosso futuro coletivo. Muito do ruído mediático associado a discursos nacionalistas simplistas resulta, precisamente, da subvalorização da História no currículo académico das nossas escolas. A importância da História — e de quem se dedica ao seu estudo — é, pois, central para a compreensão do presente”.