Conservatório estreia sátira inspirada em Voltaire
O Conservatório – Escola das Artes da Madeira, Eng.º Luiz Peter Clode estreia ‘O Melhor dos Mundos Possíveis’, uma viagem satírica entre destino, escolhas e optimismo, inspirada no clássico 'Cândido ou o Optimismo', de Voltaire.
O espectáculo sobe ao palco do Centro Cívico do Estreito de Câmara de Lobos, nos dias 4 e 5 de Dezembro, às 20 horas, com criação assinada pelos alunos do 2.º ano do Curso Profissional de Artes do Espectáculo – Interpretação, sob a direcção do professor João Paiva, com a colaboração dos alunos do 2.º ano do Curso Profissional de Técnico de Animação 2D/3D, orientados pelo professor João Pedro Pereira, responsáveis pela criação e projecção de cenários digitais que dão vida à atmosfera fantástica e rocambolesca da narrativa.
A entrada livre, mas sujeita à lotação da sala.
Em nota à imprensa, o Conservatório explica que "combinando teatro, tecnologia e filosofia com humor, esta produção promete uma experiência divertida, inteligente e provocadora – um espelho onde o riso e a reflexão andam de mãos dadas".
E prossegue, tendo por base a sinopse: "Nesta versão contemporânea e visualmente interessante, seguimos Cândido, o mais ingénuo e bondoso jovem da Vestfália, educado por um mestre que lhe ensinou a doutrina do otimismo absoluto. Vivendo em harmonia e apaixonado por Cunegundes, acredita firmemente que o mundo - e tudo o que nele acontece - é o melhor que poderia ser. Mas o destino tem outros planos"-
"Expulso do seu refúgio idílico, Cândido é lançado numa viagem frenética, cruel e deliciosamente cómica pelos cantos mais obscuros da natureza humana. Entre guerras, catástrofes, traições e absurdos, a sua fé é posta à prova numa sucessão de episódios marcados por humor negro, ironia ácida e crítica mordaz", acrescenta.
Por fim, refere que "publicado em 1759, o conto filosófico de Voltaire satirizava a crença do filósofo Leibniz, que defendia que tudo o que existe é para o melhor". Esta nova adaptação do Conservatório revisita essa provocação para reflectir sobre as consequências das nossas acções, o destino e o livre-arbítrio, convidando o público a rir - e pensar - sobre as nossas próprias contradições.