Cardeal Tolentino de Mendonça entre os oradores da Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola
Esta é um das notícias que marca esta terça-feira, 11 de Novembro
A capital cabo-verdiana recebe hoje e quarta-feira a Conferência Internacional das Línguas Portuguesa e Espanhola (CILPE), que pela primeira vez se realiza em África, fechando um triângulo atlântico que já une Europa e América Latina.
Na sua quarta edição, depois de Lisboa (2019), Brasília (2022) e Assunção (Paraguai, 2023), a conferência vai decorrer na Universidade de Cabo Verde, na cidade da Praia, juntando especialistas e decisores políticos.
Ana Paula Laborinho, diretora-geral de Multilinguismo da Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), disse à Lusa que um dos objetivos é tentar entendimentos, nomeadamente no domínio das políticas linguísticas, que possam promover as línguas portuguesa e espanhola.
A conferência sob o lema "Multilinguismo, Interculturalidade, Cidadania" toca em áreas como economia, tecnologia e "geopolítica das línguas", vendo como o inglês tem benefícios para os seus povos e pensando como o português e o espanhol também o podem alcançar, como comunidade linguística "relevante a nível internacional", cada qual com sua identidade e integrando os idiomas com que convivem nas mesmas geografias.
A conferência procura também "valorizar a cooperação sul-sul, cada vez mais considerada fundamental e que tem em Portugal e Espanha parceiros europeus".
O cardeal Tolentino de Mendonça, Darío Villanueva, membro da Real Academia Espanhola e a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra a integrar a Academia Brasileira de Letras, serão algumas das participações na IV CILPE.
Hoje, também é notícia:
O novo executivo da Câmara de Lisboa, sob presidência do reeleito Carlos Moedas (PSD), toma hoje posse para o mandato 2025-2029, numa cerimónia ao fim da tarde na Gare Marítima de Alcântara, que incluirá a instalação da Assembleia Municipal.
A cerimónia de instalação dos órgãos municipais para o quadriénio 2025-2029 realizar-se-á a partir das 17:00, na Gare Marítima de Alcântara, com a posse dos 17 eleitos para a Câmara de Lisboa e dos 75 deputados da Assembleia Municipal, em que se incluem os 24 presidentes de juntas de freguesia.
Nas eleições de 12 de outubro, o social-democrata Carlos Moedas foi reeleito presidente da Câmara Municipal de Lisboa, através da candidatura "Por ti, Lisboa" - PSD/CDS-PP/IL, que obteve 110.586 votos (41,69%) e conseguiu oito mandatos, ficando a um de obter maioria absoluta. A segunda candidatura mais votada foi a "Viver Lisboa" - PS/Livre/BE/PAN, com 90.068 votos (33,95%) e seis vereadores, o Chega garantiu dois mandatos e a CDU (PCP/PEV) um.
Imediatamente a seguir ao ato de instalação dos órgãos municipais para o mandato 2025-2029, decorrerá a 1.ª sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), para eleição da Mesa da AML, que substituirá a presidente cessante, Rosário Farmhouse (independente eleita pela coligação PS/Livre), que não voltou a ser candidata nas últimas eleições autárquicas.
CULTURA
O festival literário espanhol Eñe deste ano acontece entre Madrid e Málaga, a partir de hoje, é dedicado ao prazer como "reivindicação subversiva" e com Portugal como convidado, para celebrar "o prazer da liberdade".
É a primeira vez que um país não hispânico e a literatura num idioma diferente do espanhol são os convidados do Festival Eñe, organizado pela La Fábrica e pelo Círculo de Belas Artes de Madrid (duas entidades culturais privadas) e que celebra este ano a 17.ª edição.
Ao longo de 19 dias, o festival Eñe passará por 40 locais diferentes e, pela primeira vez, além de Madrid e Málaga, terá eventos em outras cidades espanholas, como Santander, Saragoça, Santiago de Compostela ou Leão, e também em Lisboa, no Instituto Cervantes, onde em 27 de novembro a escritora portuguesa Lídia Jorge e o colombiano Héctor Abad Faciolince conversarão sobre "prazeres e consciência ibero-americana".
Outros nomes portugueses que vão passar pelo Eñe são os escritores Gonçalo M. Tavares, Patrícia Portela e José Luís Peixoto, assim como os músicos Rodrigo Leão e Selma Uamusse, que participará num "concerto contado".
Uma exposição antológica dedicada à obra do artista Pedro Casqueiro, que reúne quatro décadas de trabalho, é inaugurada na hoje no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), em Lisboa.
Intitulada "Detour", a mostra junta cerca de 80 pinturas e traça o percurso criativo do pintor entre 1984 e 2025, propondo uma leitura abrangente da obra, representada na Coleção de Arte da Fundação EDP.
Com curadoria de João Pinharanda, diretor do museu, a exposição destaca a "complexidade técnica e a coerência da trajetória" do artista nascido em 1959, em Lisboa, que fez parte da representação portuguesa na Bienal de Veneza, em 1986, e que teve uma retrospetiva na Gulbenkian, em 1997.
"Detour" abre ao público na quarta-feira, dia 12, e fica patente no MAAT até 06 de abril de 2026.
INTERNACIONAL
O Iraque realiza hoje eleições para escolher os 329 membros do Conselho de Representantes (parlamento), numa votação em que o primeiro-ministro xiita cessante, Mohammed al-Sudani, surge como favorito nas sondagens.
Para a votação, a sexta desde a queda do ditador iraquiano Saddam Hussein em 2003, estão inscritos mais de 21,4 milhões de eleitores, num universo de cerca de 46 milhões de iraquianos.
Os eleitores irão escolher entre mais de 7.700 candidatos, um terço deles mulheres, que têm direito a ocupar pelo menos 25% dos assentos parlamentares, e nove reservados às minorias.
A Constituição do Iraque, aprovada por referendo em 2005, estabeleceu o país como uma democracia parlamentar, com o Conselho de Representantes como órgão legislativo eleito. Segundo um acordo informal vigente desde o mesmo ano, o primeiro-ministro deve ser xiita, o Presidente curdo e o presidente do parlamento um árabe sunita.
Mohammed al-Sudani ocupa o cargo de primeiro-ministro desde outubro de 2022.
LUSOFONIA & ÁFRICA
Dez mil convidados e 45 delegações estrangeiras assistem hoje, em Luanda, ao ato central das comemorações do 50.º aniversário da independência de Angola.
A cerimónia, que terá lugar na Praça da República, contará com delegações de todas as 18 províncias angolanas e representações estrangeiras "dos mais diferentes níveis", incluindo chefes de Estado, vice-presidentes, primeiros-ministros e ministros dos Negócios Estrangeiros, num total de 45 delegações internacionais confirmadas, havendo ainda cerca de 350 jornalistas acreditados.
O desfile cívico vai reunir cerca de seis mil participantes, representando "os mais diferentes segmentos da sociedade angolana", seguindo-se um desfile militar, com quatro mil efetivos das Forças Armadas Angolanas e da Polícia Nacional, que encerra com a apresentação da música oficial dos 50 anos.
A cerimónia inclui ainda a condecoração póstuma com a Medalha de Honra ao Presidente António Agostinho Neto, proclamador da independência nacional e primeiro chefe de Estado angolano, bem como a mensagem à nação do Presidente, João Lourenço, considerada o ponto mais alto das celebrações.
Antes do ato central, está previsto o hastear da bandeira nacional no Museu de História Militar, seguindo-se uma homenagem no sarcófago do Memorial Dr. António Agostinho Neto, com a presença de João Lourenço e dos chefes de Estado convidados.
Apenas pessoas convidadas terão acesso à Praça da República, dado o caráter protocolar do evento, mas, segundo o executivo, a "distribuição dos convites observou a transversalidade da sociedade", garantindo que "todos os segmentos estarão representados".
Está previsto um dispositivo de cerca de quatro mil agentes das forças de segurança destacados para garantir a ordem pública durante o evento.