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Lula da Silva defende demarcação de terras indígenas antes que "se apoderem delas"

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Foto EPA

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, defendeu esta segunda-feira a necessidade de demarcação de terras indígenas no país "antes que as pessoas se apoderem delas".

"Eu tenho pedido, tanto para a Fundação Nacional do Índio quanto para o ministério para me apresentar todas as terras que estão prontas para serem demarcadas, porque a gente precisa demarcá-las logo, antes que as pessoas se apoderem delas. Antes que as pessoas inventem documentos falsos, escrituras falsas e digam que são donas da terra", afirmou Lula da Silva, na 52.ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima.

Para reforçar a necessidade de demarcação de terras indígenas, o Presidente brasileiro lembrou que os indígenas são os povos originário do país.

"Quando dizem que indígenas estão ocupando 14% do território nacional, deveriam lembrar que os índios tiveram 100% do território nacional. São os outros que estão ocupando 86% de uma terra que era 100% dos indígenas brasileiros", sublinhou Luiz Inácio Lula da Silva.

O Presidente brasileiro garantiu ainda aos povos indígenas que o Governo vai "tirar definitivamente os garimpeiros das terras indígenas".

"Mesmo que tenha ouro aqui em Roraima, mesmo que tenha ouro na terra indígena, aquele ouro não é de ninguém, ele está lá porque a natureza o colocou. Ele está lá em uma terra indígena, portanto, ninguém tem o direito de mexer naquilo sem autorização dos donos da terra" afirmou Lula da Silva.

A 52.ª Assembleia Geral do Povos Indígenas, em Roraima, contou com cerca de duas mil lideranças de Roraima, entre elas representantes dos povos Yanomami, Wai Wai, Yekuana, Wapichana, Macuxi, Sapará, Ingaricó, Taurepang e Patamona.