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Desaparecido luso-descendente na catástrofe de Las Tejerias

Consulado Geral de Portugal em Valência confirma, também, a morte da emigrante madeirense

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Foto Maracay Informaplus

O Consulado Geral de Portugal em Valência confirmou, ao DIÁRIO, o desaparecimento de um cidadão luso-descendente, de 54 anos, que não possui nacionalidade portuguesa, na catástrofe que aconteceu na madrugada de domingo, em Las Tejerias, na Venezuela.

O homem é proprietário de um estabelecimento comercial de venda de pneus.

Também a morte da emigrante madeirense, Inês Serrão, de 79 anos, proprietária do Hotel Restaurante Los Palmares, foi confirmada.

O marido, da vítima mortal, apresentava algumas escoriações, mas encontrava-se bem de saúde, apesar de estar "devastado pela perda da esposa", assim como com os prejuízos avultados do seu estabelecimento, que ficou 90% destruído.

Paulo Cafôfo, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, falou com o filho do casal endereçando-lhe, pessoalmente, os seus sentimentos.

Tal como avançado, ontem, pelo DIÁRIO, estiveram no terreno seis funcionários do Consulado de Valência, tendo ficado outro grupo de apoio no posto consular.

O Consulado Geral de Portugal em Valência disponibilizou ainda apoio a quatro cidadãos portugueses que ficaram com negócios prejudicados.

Foram, também, contactados outros cidadãos que não sofreram prejuízos.

É de realçar que nesta zona, a comunidade portuguesa é constituída por mais de 200 cidadãos nacionais e luso-descendentes, sendo a maioria provenientes da Ilha da Madeira. 

Segundo as autoridades locais existem 22 mortos e mais de 50 desaparecidos, no entanto, no local foi confirmado o desaparecimento de dois barros completos: 'Barrio El Beisebol' e 'Bairro Libertador'.