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Turquia combate incêndios com ajuda de aviões russos e ucranianos

Foto: EPA/MAHMUT SERDAR ALAKUS
Foto: EPA/MAHMUT SERDAR ALAKUS

As autoridades da Turquia continuam hoje a combater 14 incêndios florestais no sul e oeste do país, próximo da costa mediterrânica, com o apoio de vários aviões-cisterna enviados pela Rússia e a Ucrânia.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse hoje que, dos 71 incêndios deflagrados desde quarta-feira, 57 já estão controlados, mas continua o combate contra 14 focos, em zonas meridionais e ocidentais do país.

A região mais afetada é a província de Antalya, na costa mediterrânica, popular destino do turismo europeu e russo, onde três pessoas morreram na quinta-feira.

No total, foram até agora contabilizadas cinco vítimas mortais, e o fogo matou mais de 3.000 cabeças de gado, destruindo grandes áreas de floresta, plantações de bananas e terrenos agrícolas.

Dezenas de aldeias e urbanizações tiveram de ser evacuadas pelas autoridades, que também tiveram que cortar a eletricidade e a água a várias cidades.

Erdogan destacou à imprensa que os incêndios nas zonas turísticas de Mugla, Marmaris e Bodrum, na costa ocidental, deflagraram praticamente ao mesmo tempo e prometeu uma investigação para esclarecer a origem dos fogos.

Vários órgãos de comunicação social nacionalistas aventaram a hipótese de se tratar de sabotagem da guerrilha curda, o proscrito Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), embora as autoridades não tenham fornecido quaisquer informações a esse respeito.

Na cidade turística de Marmaris, onde uma pessoa morreu, dois meninos de dez anos confessaram ter provocado o incêndio ao tentarem queimar um livro e perderem o controlo sobre as chamas, noticiou o diário turco Hurriyet.

O jornal adverte de que a subida das temperaturas prevista para os próximos dias, com ventos meridionais que podem fazer subir os termómetros até aos 37 graus em Istambul e aos 40 noutras regiões, pode agravar a situação.

A oposição, por sua vez, atribui a responsabilidade ao Governo, por não tomar medidas preventivas e não se ter dotado de suficientes aviões-cisterna.