Madeira

"Colonia vai ressuscitar" no Porto Santo

João Lizardo apresentou hoje o livro 'Sobre a colonia na ilha do Porto Santo'

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O advogado João Lizardo apresenta esta quinta-feira, 11 de Novembro, no Salão Nobre da Câmara Municipal do Porto Santo o livro de sua autoria 'Sobre a colonia na ilha do Porto Santo- Uma singular evolução na propriedade da terra desde 1770'. 

A obra que reúne fotografias documentais da autoria de David Francisco e foi publicada pela Editora Página-a-Página, retrata a história da colonia no Porto Santo. 

Ao DIÁRIO, João Lizardo destaca que esta obra "trata-se de um trabalho bastante simples, mas que traduz uma realidade extremamente singular", descrevendo que no Porto Santo, tal como na Madeira, existia colonia, só que nesta ilha "o estado de pobreza era tão grande" que os porto-santenses "eram sobretudo os colonos e os senhorios eram sobretudo da Madeira".

A colonia era um regime de exploração da terra, em que o senhorio cedia a terra a um colono para que este a pudesse cultivar. Em troca, o senhorio recebia parte da produção.

Em 1977, por influência da governação de Marquês de Pombal, é feito um decreto que extingue a colonia e estabelece um novo regime, um regime adaptado à época, que é muitíssimo mais favorável aos colonos e consequentemente à população do Porto Santo em geral. João Lizardo

Mas, "por razões que têm muito a ver com a formação cultural e ideológica da população, a colonia vai ressuscitar", conta, explicando que apesar desta prática ter sido legalmente extinta, será aplicada na prática no Porto Santo. "Uma situação errada", que decide abordar e explicar na sua obra.