Madeira

Serviço Técnico de Educação Especial da Quinta do Leme será alvo de obras

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O Serviço Técnico de Educação Especial (STEE) da Quinta do Leme, Funchal, será alvo de obras no valor aproximado de 130 mil euros. De acordo com o contrato já publicado, a obra prevê a Reabilitação da Cozinha, Construção de Tanque Terapêutico e dos Balneários do STEE e tem o prazo de execução de 120 dias.  Recorde-se que este foi um dos projectos vencedores do Orçamento Participativo da Região. 

O STEE é uma escola com 3 dezenas de crianças e jovens com multideficiência, com graus de severidade acentuados, com uma equipa multidisciplinar que é diariamente desafiada a procurar soluções técnicas inovadoras para realizar adequadamente a intervenção técnico-pedagógica necessária para o bem-estar e desenvolvimento das crianças e jovens. Na altura da candidatura ao OPRAM, era referido que "o STEE, debate-se com vários problemas, contudo há duas situações que são de extrema necessidade em termos de resolução".

A primeira estava relacionada com a reabilitação e revitalização do espaço físico da cozinha, "devido ao envelhecimento natural dos equipamentos da mesma, alguns com dezenas de anos e a consequente descativação, onde eram confeccionados os alimentos, também estes especiais e à medida de cada criança e jovem. Esta realidade tornou impossível a utilização da citada cozinha, pois contraria as regras de higiene e segurança alimentar, impedindo de forma definitiva o seu funcionamento em segurança e sem riscos graves para a saúde", recordava a proposta.

A outra situação relacionava-se com a construção de um Tanque Terapêutico e adaptação dos respectivos balneários, "para uma intervenção em meio aquático adaptado e específico com vista à reabilitação, o desenvolvimento e o bem-estar das crianças e jovens multideficientes, que frequentam a escola. A aquisição deste equipamento e a adaptação dos balneários de apoio, são de extrema importância para garantir soluções de intervenção mais especializadas e atualizada (novas formas de intervenção e conhecimento em educação especial), que permitam diminuir a espasticidade, por exemplo e sequelas nos alunos com deficiência motora, assim como estimular o desenvolvimento psicomotor, emocional e social de todas as crianças e jovens do STEE. Este tanque terapêutico também poderia ser rentabilizado junto da comunidade local, de acordo com a dinâmica do STEE".

Com a vitória do projecto, estas duas situações serão agora resolvidas. 

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