Nélio Freitas elogia PSP apesar das "condições mínimas" da esquadra
Presidente da Assembleia Municipal homenageou forças de segurança, profissionais de saúde, instituições sociais e antigos combatentes
Nélio Freitas deixou um “profundo apreço” aos agentes da PSP que prestam serviço na Ponta do Sol, destacando o profissionalismo demonstrado apesar das “condições mínimas” existentes na esquadra provisória. Na sessão solene dos 525 anos do concelho, o presidente da Assembleia Municipal considerou que a falta de recursos não tem afectado a qualidade do trabalho desenvolvido diariamente. “Em vossas mãos, estamos sempre em boas mãos”, afirmou.
O autarca atribuiu os baixos índices de criminalidade no concelho à aposta das forças policiais na prevenção, na proximidade e no exercício humanista da autoridade. Nélio Freitas dirigiu também uma palavra especial à Guarda Nacional Republicana, recordando que é filho de um antigo guarda-fiscal
O presidente da Assembleia Municipal estendeu o reconhecimento aos centros de saúde do concelho e aos respectivos profissionais, agradecendo a atenção e a motivação com que desempenham as suas funções. Aproveitou ainda para desejar felicidades à enfermeira Soraia Machado, que assumiu recentemente funções de chefia nestes serviços.
Nélio Freitas destacou igualmente a missão da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Ponta do Sol, considerando que os seus profissionais trabalham junto daqueles a quem mais faltam “atenção, carinho e amor”. A homenagem abrangeu também as instituições sociais do concelho, entre as quais a Fundação João Pereira, pelo acompanhamento prestado a crianças e jovens, com uma referência particular ao trabalho desenvolvido por Teresa Batista.
Um dos momentos mais emotivos da intervenção foi dedicado aos antigos combatentes. Nélio Freitas evocou José Bento dos Santos, João Francisco Aguiar Branco e António Correia, mortos na Guerra do Ultramar, e lembrou os que regressaram com sequelas físicas e psicológicas que “o tempo cicatriza, mas não cura”. Perante João Costa, António Campanário, José Freitas, Manuel Marques, António Pombo e Ernesto do Cabo, o autarca pediu um aplauso para uma geração que teve de se reinventar, reconhecendo-lhe a “bravura e coragem antes, durante e, principalmente, depois da guerra”.