Mais crime? menos esquadras e mais escolas!
Em Maio de 2022, tive a oportunidade de partilhar nestas mesmas páginas uma reflexão intitulada «Menos prisões, menos esquadras», - Nota à parte: o título era para ser “Mais Criminosos, Menos Esquadras” - motivada na altura pela destruição de um parque infantil para a construção de instalações policiais. Recordava então a lição de David J. Schwartz em A Magia de Pensar em Grande: perante a criminalidade ou o sentimento de insegurança, a verdadeira solução passa por diminuir as causas do crime, e não apenas multiplicar os meios de contenção.
Segunda-feira, ao ler a notícia de que o Governo Regional e o MAI preparam novos projectos e acordos para construir esquadras na Região, sinto que o debate continua tão actual como há quatro anos.
Garantir condições dignas aos profissionais da PSP é indiscutível e necessário. No entanto, a visão estratégica de uma sociedade desenvolvida deve apontar para o objectivo de tornar as esquadras cada vez menos necessárias.
A segurança sustentável não nasce do betão de novas celas ou gabinetes policiais, mas sim do investimento preventivo: na educação de qualidade, no apoio às famílias, no incentivo à cultura e à leitura, e em espaços públicos e parques onde crianças, jovens e seniores possam conviver de forma saudável.
Menos prisões e menos esquadras no futuro serão sempre o melhor sinal de que soubemos cuidar das nossas pessoas no presente.
Novas esquadras: quatro anos depois, a reflexão mantém-se...
Duarte de Sousa Melim