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Madeira

Professores acusam Região de agravar carência

SPM fala em "desastre" nas colocações e alerta para saída de docentes

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O Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) considera que o processo de colocação de docentes deste ano revela uma "grave carência" de professores e educadores na Região.

Francisco Oliveira, coordenador do SPM, afirmou, em conferência de imprensa na sede do sindicato, que foram colocados apenas 216 professores, contra mais de 400 no ano passado. Recordou que a secretária regional da Educação tinha apontado, a 7 de Agosto, para a necessidade de contratar entre 450 e 500 docentes.

Segundo o sindicalista, mais de 200 professores saíram entretanto do sistema regional, entre os quais 57 que aceitaram colocações no continente. Face a este cenário, defende que seriam necessários "mais de 550 professores contratados".

O SPM critica ainda a situação de docentes dos quadros que ficaram sem colocação na primeira lista e que terão de permanecer disponíveis para serem chamados ao longo do ano. Francisco Oliveira considera "inaceitável" que professores com mais de 20 anos de experiência enfrentem uma situação de "insegurança e precariedade".

O coordenador sindical acusa a Secretaria e a Direcção Regional da Administração Escolar de contribuírem para a precarização, sobretudo dos professores mais jovens, obrigando alguns a procurar emprego fora da Madeira. Deu como exemplo os Açores, onde, afirmou, existe actualmente uma forte procura de docentes.

Para Francisco Oliveira, as colocações deste ano são "as piores desde 2014" e constituem um problema para o futuro da educação regional. "Sem professores, sem educadores, nós não acreditamos que haja educação", afirmou.