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Turismo Madeira

Dormidas no alojamento turístico cresceram 2,2% em Julho na Região

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Foto Shutterstock

O alojamento turístico, na Região, registou a entrada de 247,4 mil hóspedes, em Julho deste ano, que geraram 1.342,6 mil dormidas, o que representa um acréscimo de +0,4% e +2,2%, respectivamente. O segmento de hotelaria foi aquele que registou maior número de dormida, com 64,2% do total, um decréscimo de  0,7% em termos homólogos. Já o alojamento local registou uma subida de 8,9%, enquanto o turismo no espaço rural (2,0% do total) desceu 6,4%, em termos homólogos.

Em Julho, de acordo com os dados do INE, os maiores aumentos das dormidas registaram-se no Alentejo (+7,7%) e no Norte (+6,3%). Em sentido contrário, as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira apresentaram os maiores decréscimos (-1,2% e -0,9%, respectivamente). O Algarve (30,8% do total), a Grande Lisboa (20,2%) e o Norte (17,4%) concentraram, em conjunto, 68,4% do total de dormidas.

Olhando para os dados dos primeiros sete meses de 2026, os hóspedes entrados no total do alojamento turístico da Região totalizaram 1.486,1 mil, o que representa um crescimento de 5,8% face ao período homólogo. Também as dormidas registaram um aumento de 2,2% em comparação com o mesmo período de 2025, fixando-se em 7,5 milhões.

A taxa líquida de ocupação-cama do alojamento turístico na Região, no mês em referência, foi de 70,5%, menos 4,9 pontos percentuais (p.p.) face ao observado no mês homólogo (75,4%). Por sua vez, a taxa de ocupação-quarto situou-se em 81,9% (85,4% em Julho de 2025).

Ainda de acordo com a DREM, em Julho de 2026, a estada média no conjunto do alojamento turístico fixou-se em 4,89 noites, acima das 4,81 noites registadas em Julho de 2025. O alojamento local apresentou a estada média mais elevada (4,95 noites), seguida da hotelaria (4,91 noites). O turismo no espaço rural registou a permanência média mais baixa, fixando-se em 3,73 noites.

Portugal como principal mercado emissor

De realçar que os 10 principais mercados emissores representaram 81,5% do total das dormidas registadas em Julho de 2026. Neste mês, Portugal manteve-se como o principal mercado emissor, concentrando 19,1% do total das dormidas (+8,2% face ao período homólogo). Esta liderança já se verificara no mês anterior e durante o Verão de 2025 (Junho, Julho e Agosto). Seguiram-se a Alemanha (15,2%; +3,1%) e o Reino Unido (13,9%; -5,9%). A França ocupou a quarta posição, com um peso de 9,0% (+0,8%), seguida da Polónia (6,2%; -6,7%) e dos Países Baixos (5,7%; +11,5%).

Em julho de 2026, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram crescimentos homólogos de 5,8% e 4,5%, respetivamente, fixando-se, pela mesma ordem, em 101,8 milhões de euros e 74,0 milhões de euros. No conjunto do País, e no mesmo mês, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram, em ambos os casos, um crescimento homólogo de 4,9%.

Em termos acumulados, na Região, os proveitos totais e os proveitos de aposento registaram variações homólogas de +7,8% e +7,2%, respectivamente, totalizando 534,6 milhões de euros e 382,9 milhões de euros, pela mesma ordem, no período de janeiro a julho de 2026.

No mês de Julho de 2026, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) rondou os 127,05 euros no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local abaixo das 10 camas), mais 1,7% do que no mês homólogo. Por sua vez, o rendimento médio por quarto utilizado (ADR) no alojamento turístico passou de 146,28€, em julho de 2025, para 155,14€, em julho de 2026 (+6,1% de variação homóloga).

De Janeiro a Julho de 2026, no conjunto do alojamento turístico (excluindo o alojamento local com menos de 10 camas), o RevPAR situou-se em 98,18 euros, representando um aumento homólogo de 4,1%. Na hotelaria, o RevPAR foi de 106,17 euros, correspondendo a um crescimento homólogo de 5,0%. Quanto ao ADR, os valores foram superiores, fixando-se nos 131,32 euros (+8,9%) e 137,21 euros na hotelaria (+10,2%).