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Madeira

Obras na escarpa dos Viveiros e Escola da Achada adiadas para não prejudicar população

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O vice-presidente da Câmara Municipal do Funchal, Carlos Rodrigues, justificou, esta manhã, na Assembleia Municipal, a não realização no corrente ano e adiamento para 2027 das obras de consolidação da escarpa dos Viveiros e na Escola da Achada com a necessidade de evitar constrangimentos para a população.

Conforme explicou o porta-voz do executivo municipal, no caso da obra da Achada, houve um concurso e a empreitada até foi adjudicada, mas o responsável pela empresa vencedora alegou “dificuldades físicas e pessoais” para não aceitar o contrato. Foi depois contactado o segundo concorrente, que disse que não tinha capacidade para ficar com a obra. “Na prática o concurso ficou deserto”, resumiu Carlos Rodrigues, que referiu que se a autarquia lançasse de imediato um novo concurso a calendarização dos trabalhos coincidiria com o período escolar, prejudicando as condições dos trabalhos escolares, fazendo os mesmo coincidir com uma actividade que provoca ruído, poeiras e movimentação de máquinas. Face a este problema, a CMF reuniu-se com os representantes da direcção da escola e da associação de pais e acertou um calendário que prejudicasse ao mínimo a actividade lectiva. Assim, ficou definido que a obra vai iniciar-se durante a interrupção lectiva da Páscoa e que “o grosso da obra” será executado nas férias de Verão.

Quanto à intervenção na escarpa dos Viveiros, Carlos Rodrigues disse que seria de todo inconveniente fazer coincidir aquela obra com aquela que decorre presentemente na Rua Velez Caroço, visto que ambas as empreitadas obrigam ao encerramento de estradas durante vários meses. Se a consolidação da escarpa dos Viveiros avançasse nesta altura, a freguesia de São Roque e a zona da Achada ficariam muitos limitadas em termos de circulação de trânsito e uma das consequências seria a demora excessiva de eventuais operações de socorro e emergência.