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A Guerra Mundo

Drone russo atinge posto fronteiriço junto à Polónia

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Foto Depositphotos

Um drone russo com propulsor a jato atingiu hoje uma aldeia na Ucrânia perto da fronteira com a Polónia, provocando danos num posto fronteiriço, anunciaram as autoridades locais ucranianas.

"A aldeia de Starovoitove, perto da fronteira com a Polónia, foi atingida (...). O impacto da explosão danificou o edifício do posto de controlo situado à entrada do terminal", escreveu o governador interino da região de Volhynia, Roman Romaniuk, na rede social Telegram.

Não há registo de mortos nem de feridos até ao momento, acrescentou o governador interino.

A aldeia de Starovoitove situa-se a cerca de dois quilómetros da fronteira polaca, nas proximidades do posto fronteiriço ucraniano de Yagodyn.

O ministro da Defesa polaco, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, também se referiu a este incidente numa mensagem publicada na rede social X, adiantando que o país estava pronto para repelir uma eventual agressão.

"Não houve qualquer violação do espaço aéreo polaco. Os nossos sistemas de defesa aérea e os nossos aviões estavam prontos para reagir", afirmou.

Moscovo ainda não se pronunciou sobre esta situação.

Nas últimas semanas, a Rússia lançou vários ataques perto da fronteira ucraniana com a Polónia, o que suscitou a condenação de Varsóvia e dos aliados europeus.

No início de setembro, um drone russo atingiu um comboio com destino a Varsóvia na mesma região, um ataque que o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, classificou como uma escalada.

O Kremlin (presidência russa) declarou então que continuaria a atacar alvos em todo o território ucraniano.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022, os incidentes com drones, mísseis, aviões e helicópteros russos perto ou dentro do espaço aéreo polaco têm sido frequentes.

Ainda na semana passada, um helicóptero militar russo violou o espaço aéreo polaco após ter descolado do enclave russo de Kaliningrado, na fronteira norte da Polónia.

A Polónia, país vizinho da Ucrânia e membro da União Europeia e da NATO, serve como principal via de trânsito da ajuda militar e humanitária ocidental a Kiev.

Estes ataques surgem num momento em que vários países europeus e a União Europeia têm alertado para a possibilidade de Moscovo estar a planear ações ofensivas contra os aliados de Kiev.

Na sexta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, afastou a possibilidade de conflito com a Europa.

"Não se está a preparar para qualquer tipo de conflito com a Europa", disse Putin em declarações aos jornalistas à margem do Fórum Internacional de Cultura em São Petersburgo.

Um dia antes, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, considerou "muito improvável" uma invasão russa contra qualquer país da Aliança Atlântica, mas alertou para a necessidade de evitar ingenuidades perante o reforço militar da Rússia.

"Mais lhes vale [aos russos] não o fazerem, porque sabem que estamos preparados e que não sairiam vitoriosos", advertiu Rutte, ao comentar as conclusões de um relatório dos serviços de informações militares da Dinamarca (FE) sobre a ameaça russa.

O FE avaliou como improvável que Moscovo veja vantagem em invadir um país vizinho membro da NATO, sem contudo afastar essa hipótese.

Alertou também para um risco crescente, embora ainda reduzido, de ações militares limitadas da Rússia contra aliados e para a intensificação de ataques híbridos nos próximos meses, motivada pelo apoio ocidental à Ucrânia.