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A Guerra Mundo

Mesas de voto fechadas na região russa de Sochi após ataque com drone

Foto vchalup2/Depositphotos
Foto vchalup2/Depositphotos

As mesas de voto na cidade turística de Sochi, no Mar Negro, foram hoje temporariamente encerradas após ter sido emitido um alerta de ataque com drone para a região durante o primeiro dia das eleições parlamentares russas.

"Foram tomadas medidas de segurança nas secções de voto de Sochi. Membros das comissões eleitorais, observadores e eleitores que estavam nas secções foram retirados para abrigos até que o alerta de ataque com drone seja suspenso", escreveu o presidente da câmara da cidade, Andrei Proshunin, na sua conta de Telegram.

Proshunin pediu aos residentes da cidade que "permaneçam vigilantes" enquanto as forças armadas repelem o ataque com um drone.

"As mesas de voto serão reabertas assim que a segurança for restabelecida", concluiu.

As urnas começaram a abrir hoje, o primeiro dia das eleições que se prolongarão até ao próximo domingo na Península de Kamchatka e no Distrito Autónomo de Chukotka, as regiões mais orientais da Rússia.

As eleições, que decorrem entre sexta-feira e domingo, vão escolher os 450 deputados da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo, para mandatos de cinco anos; metade é eleita através de listas partidárias nacionais e os restantes 225 deputados em círculos uninominais.

Esta será a primeira eleição legislativa realizada desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, e também a primeira em que Moscovo inclui habitantes das quatro regiões ucranianas cuja anexação proclamou nesse mesmo ano.

O Rússia Unida (partido do Kremlin) domina atualmente a Duma e procura conservar pelo menos 300 dos 450 lugares, número que lhe permite manter a maioria de dois terços necessária para aprovar alterações constitucionais sem depender de outras forças políticas.

O sistema político russo é fortemente controlado pelas autoridades e a maior parte das forças representadas na Duma apoia a guerra e acompanha o Rússia Unida nas principais votações.

O partido liberal Yabloko, a única formação registada que se opõe abertamente à guerra, foi impedido pelo Supremo Tribunal de concorrer através de uma lista nacional, embora alguns dos seus candidatos participem em círculos uninominais.

Perante as dúvidas sobre a transparência do processo eleitoral, o líder do Rússia Unida, Dmitri Medvedev, afirmou que o partido não pretende vencer a qualquer custo e "está interessado numa vitória limpa".