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Comunidades Madeira

JSD debate migrações e contesta “narrativas de desinformação”

Sancho Gomes defendeu distinção entre migrantes e refugiados e uma abordagem baseada no diálogo intercultural

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O Gabinete de Assessoria da JSD Madeira promoveu, na passada quarta-feira, a conferência “Cenários Migratórios na Região Autónoma da Madeira”, que teve como orador convidado o director regional das Comunidades e Cooperação Externa, Sancho Gomes.

Durante a sessão, o responsável abordou o papel das migrações na história da Madeira, sublinhando que “a fundação do povo madeirense assenta na heterogeneidade genética de gentes que sempre foram migrantes”. Destacou também a presença histórica das comunidades madeirenses espalhadas pelo mundo e a influência da emigração da Região nos países de destino.

Sancho Gomes defendeu ainda a necessidade de distinguir migrantes de refugiados e de promover uma abordagem assente na empatia e no diálogo entre diferentes comunidades. “O multiculturalismo é um fenómeno existente há muitos séculos e não deve ser confundido com o wokismo”, afirmou, rejeitando o que considerou serem algumas narrativas associadas à extrema-direita.

O director regional defendeu a passagem de um modelo de multiculturalismo para um de interculturalismo, apontando o diálogo como instrumento de convivência entre comunidades com diferentes origens.

Em nota de imprensa, a JSD Madeira considera pertinente discutir a imigração com “números corretos” e tendo a segurança como prioridade. A estrutura juvenil do PSD defende igualmente a necessidade de trabalhadores imigrantes em sectores como a restauração e a hotelaria, associando essa necessidade à melhoria dos salários.

A JSD critica ainda a governação do PS no processo de extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e manifesta concordância com a alteração do regime da manifestação de interesse promovida pelo actual Governo da República.

A estrutura juvenil social-democrata afirma que a conferência pretendeu promover a reflexão sobre os fenómenos migratórios na Região, incluindo a história migratória da Madeira, os desafios associados à imigração e à integração e o diálogo entre diferentes comunidades.

A JSD Madeira conclui que considera necessário “desmistificar narrativas imposta por quem propaga desinformação”, defendendo que esse objectivo deve ser prosseguido “com factos, estatísticas e empatia”.