Juventude do JPP contesta críticas de André Ventura a Filipe Sousa
A Juventude do Juntos Pelo Povo (JJPP) contesta as recentes declarações de André Ventura sobre o desempenho de Filipe Sousa na Assembleia da República, considerando que a avaliação feita pelo líder do Chega não corresponde ao trabalho desenvolvido pelo deputado do JPP.
Em comunicado, a estrutura juvenil acusa Ventura de fazer “análises e avaliações” ao desempenho do deputado madeirense como se os eleitores da Região não tivessem capacidade para avaliar o seu trabalho. A JJPP lamenta ainda o que classifica como “uma postura colonialista” e rejeita opiniões de partidos que, segundo a estrutura, pretendem “comandar a Madeira a partir de Lisboa”.
Diogo Monteiro, vice-presidente da Comissão Política da JJPP, afirma que “dispensa opiniões de partidos que querem comandar a Madeira a partir de Lisboa”, defendendo a autonomia da estrutura regional.
A Juventude do JPP sustenta que dizer que Filipe Sousa “não fazia nada” a nível nacional “é contrariar a realidade dos factos” e os relatórios públicos sobre a actividade parlamentar.
A estrutura juvenil do partido aponta ainda a apresentação de um requerimento para a realização de uma comissão parlamentar de inquérito relacionada com a actuação de Luís Neves enquanto director nacional da Polícia Judiciária. Conforme foi noticiado, o presidente da Assembleia da República admitiu o requerimento apresentado por Filipe Sousa, enquanto rejeitou a iniciativa do Chega sobre a mesma matéria.
Aguiar-Branco rejeita admitir inquérito parlamentar pedido pelo Chega sobre Luís Neves
O presidente da Assembleia da República rejeitou hoje admitir a segunda versão do requerimento do Chega para a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito sobre a atuação do ministro Luís Neves enquanto diretor nacional da PJ.
A JJPP relaciona este episódio com as declarações de André Ventura e afirma compreender “uma certa azia” do líder do Chega, alegando que Filipe Sousa apresentou um requerimento cuja fundamentação terá sido valorizada pelo presidente da Assembleia da República, ao contrário da iniciativa apresentada pelo Chega. Essa apreciação é apresentada pela Juventude do JPP como um exemplo da actividade parlamentar desenvolvida pelo seu deputado.
Para a estrutura juvenil, o episódio demonstra a diferença entre a dimensão de uma bancada parlamentar e a capacidade de transformar a representação obtida em trabalho parlamentar.
“Ao contrário do deputado do Chega eleito pela Madeira, Filipe Sousa não precisa de autorização de nenhum diretório lisboeta para se levantar no Parlamento e defender a Madeira e os madeirenses, apresentar propostas concretas para resolver os problemas das populações, porque o trabalho do deputado do JPP não depende de autorização prévia de nenhum diretório nacional centralista”, salienta a JJPP.
A Juventude do JPP defende que o número de deputados não deve substituir a avaliação da actividade parlamentar e sustenta que o trabalho de Filipe Sousa não se resume às propostas apresentadas e aprovadas, destacando também a intervenção em matérias relacionadas com a Madeira, a autonomia e os direitos das populações das ilhas.
A estrutura juvenil reafirma, por fim, que a representação parlamentar deve ser medida também pela capacidade de transformar um mandato em trabalho concreto, propostas e resultados para a população.