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Madeira

JPP acusa PSD de bloquear proposta para baixar IRS em Câmara de Lobos

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Miguel Ganança, vereador do JPP na Câmara Municipal de Câmara de Lobos, acusa Celso Bettencourt e a maioria PSD de fazerem "propaganda" com a descida da participação municipal no IRS de 3% para 2,5%, escondendo que recusaram discutir e votar a proposta do JPP para baixar essa participação para 2%.

Segundo o vereador, a proposta foi enviada na terça-feira, 15 de Setembro, "mais de 48 horas antes da reunião de Câmara". Mesmo assim, o presidente recusou colocá-la à discussão e votação.

O PSD podia discordar e votar contra. O que não podia era impedir a discussão e a votação, como se a Câmara pertencesse ao PSD e a oposição não pudesse apresentar alternativas Miguel Ganança, vereador do JPP na Câmara Municipal de Câmara de Lobos

Miguel Ganança relembra que, depois da reunião, o Município publicou um vídeo a anunciar que a descida para 2,5% deixaria cerca de 70 mil euros nas famílias. "Pela mesma conta, a redução de 3% para 2% proposta pelo JPP poderia representar aproximadamente 140 mil euros, o dobro do alívio anunciado. O vídeo contou apenas a metade conveniente da história", refere.

O vereador sustenta que o relatório financeiro externo do primeiro semestre de 2026, recebido em Setembro, "confirma uma situação financeira sólida, com endividamento reduzido, liquidez confortável e fundos disponíveis positivos". Por isso, para o JPP, estas contas reforçam "a exigência de um alívio maior para as famílias".

"A justificação do presidente é reveladora: exige que o JPP apresente as suas alternativas com cinco dias úteis de antecedência, quando a ordem de trabalhos e as propostas da maioria chegam apenas dois dias úteis antes. Na prática, a oposição teria de adivinhar aquilo que o PSD vai propor. Isto não é organização dos trabalhos. É um muro processual contra as propostas da oposição", pode ler-se no comunicado do partido.

Miguel Ganança acrescenta ainda que o "JPP não reagiu a quente" e que confirmou os factos e analisou juridicamente a situação. "Mas a conclusão é clara. Não apresentou um novo assunto, mas uma percentagem diferente dentro do ponto do IRS que já estava agendado", diz.

"Para os vídeos há dinheiro, rapidez e uma máquina de comunicação que o JPP estima poder ultrapassar os 10 mil euros por mês. Para discutir e votar uma proposta que deixa mais dinheiro no orçamento das famílias, aparecem desculpas e bloqueios", sublinha Miguel Ganança.

"O JPP não baixará os braços. O PSD pode tentar impedir uma votação, mas não impedirá o JPP de continuar a apresentar propostas. Os câmara-lobenses não pagam as suas contas com vídeos nem com propaganda. Pagam-nas com o dinheiro que têm disponível no final do mês", conclui o vereador.