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Madeira

“Mais 216 casas projectadas para entregar”

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Foto Rui Silva

A pressão do mercado imobiliário sobre as zonas agrícolas do Estreito de Câmara de Lobos — visível no facto de a tradicional vindima institucional ter mudado de palco este ano devido à construção de um empreendimento privado — mereceu uma resposta directa de Miguel Albuquerque, à margem da Festa das Vindimas.

 O presidente do Governo Regional revelou o volume de habitação pública projetada para o concelho, de forma a mitigar a escassez de habitação.

Nós já temos agora só aqui em Câmara de Lobos temos mais de 216 casas projectadas para  entregar", anunciou o governante, desviando o foco do investimento imobiliário privado para a ação social e pública da administração regional na habitação a custos controlados.

Apesar do forte avanço da construção civil na Madeira, Albuquerque desvalorizou o alarmismo de que os terrenos agrícolas vão desaparecer por completo face aos lucros do imobiliário. Para o governante, o equilíbrio será ditado pelo mercado e pela modernização tecnológica, reiterando que quem tiver rendimento na terra não a abandonará.

Albuquerque afasta "desgraças" na viticultura e minimiza pressão imobiliária no Estreito

A tradicional apanha da uva que assinala a Festa das Vindimas teve, este ano, um cenário diferente.&nbsp;O habitual terreno agrícola deu lugar a um estaleiro onde nascerá um novo empreendimento habitacional privado, um reflexo visível da crescente pressão imobiliária sobre os solos vitícolas da Região Autónoma.&nbsp;<br>Confrontado pelos jornalistas com esta realidade e com a perda de espaço para as vinhas, o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, recusou cenários alarmistas.