NATO discute reforço de defesa aérea de Kiev após ataques russos
O secretário-geral da NATO afirmou hoje estar a discutir com os Aliados o fornecimento de mais sistemas de defesa aérea à Ucrânia, que não conseguiu intercetar na noite passada mísseis russos que provocaram pelo menos 17 mortos.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Mark Rutte afirmou ter falado hoje à tarde com o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, "sobre os mais recentes e horríveis ataques russos com mísseis e drones contra cidades ucranianas".
"Estou a discutir com os nossos aliados a forma de continuarmos a fornecer à Ucrânia os sistemas de defesa aérea de que necessita com urgência", disse Rutte, ao relatar a conversa com Zelensky.
Por sua vez, igualmente numa mensagem divulgada nas redes sociais, Zelensky referiu que está a trabalhar "o mais intensamente possível com todos os parceiros" da Ucrânia que podem ajudar a fornecer "intercetores de mísseis para proteger a população contra os ataques russos insanos, que visam vidas humanas e infraestruturas civis".
Nesse contexto, o Presidente ucraniano também indicou que falou com Rutte e coordenaram-se para garantir que os países que "dispõem dos mísseis necessários" para intercetar os ataques russos possam ajudar a Ucrânia.
"É importante ultrapassar todos os entraves burocráticos e tomar as decisões políticas necessárias. Literalmente todos os dias, a vida das pessoas na Ucrânia depende da determinação dos nossos parceiros na Europa e nos Estados Unidos", sustentou Zelensky.
Pelo menos 17 pessoas morreram na noite passada na sequência de ataques noturnos de larga escala lançados pela Rússia contra a região de Kiev, a capital ucraniana.
Segundo o Presidente ucraniano, durante o ataque foram utilizados 24 mísseis balísticos e 115 drones e os alvos foram sobretudo armazéns pertencentes a empresas civis.
Embora as forças ucranianas tenham conseguido abater 98 dos drones, a Força Aérea do país admitiu ter sido incapaz de intercetar qualquer um dos mísseis russos disparados durante a ofensiva, evidenciando uma escassez grave de munições de defesa antiaérea.